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Sobre Papas

Em 06/03/2026 às 03:15h, por José Carlos Teixeira Giorgis

Numa fala de genro no aniversário da sogra disse que a vida de cada um pode ser dimensionada pela régua das posses ou gestões de presidentes, prefeitos, governadores, papas e revoluções, descobertas da ciência ou da cultura. A relação destas autoridades, personagens ou fatos, devidamente enquadrados em seus limites, compõem o cenário onde cabe o ciclo vital de cada pessoa e suas idiossincrasias. No momento, dou-me como cânone, pois a existência do escriba convivera com os papas Pio XI, Pio XII, João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II, Bento XVI e Francisco. E, por óbvio, rogo que a Providência assegure um lugar de reza para o sucessor do prelado argentino. Propondo breve relato de alguns dos epigrafados, ressalta-se a consulta obrigatória de enciclopédias, livros e wikipédias nesta ata; e a surpresa, a cada passo da investigação, das sagas e brilho de alguns moradores da Santa Sé.

Ambrogio Damiano Achille Ratti era italiano nascido em Desio em 31 de maio de 1857; franciscano, frequentou os Oblatos de Santo Ambrósio, e praticante dos Exercícios Espirituais de Inácio de Loyola. Escolhido Papa em 1922, sucedeu a Bento XV, com o nome de Pio XI. Faleceu em 10 de fevereiro de 1939. Como aconteceria mais tarde com João Paulo I, na época, espalhou-se o boato de que teria sido envenenado pelo médico Francesco Petacci, pai de Clara Petacci, amante de Benito Amilcare Andrea Mussolini, “Il Duce”. Pio XI foi um religioso liberal, progressista, com encíclicas contundentes, algumas de relevo social, outras contra o Partido Nacional Fascista de Mussolini; e ainda contra o comunismo e o antissemitismo. Viveu antes na Polônia e na Lituânia. Foi testemunha de episódios históricos, como as Guerras Mundiais, especialmente a Primeira Grande, a Revolução Russa, Hitler, Mussolini, a perseguição aos judeus, além das questões de fé e os movimentos de renovação na Igreja.

Ambrósio era erudito. Graduou-se em filosofia, direito canônico e teologia nas principais universidades italianas. Culto, admirava Dante e Manzini, cultivava a matemática, de que fora professor no seminário, além de geologia. Quando jovem se dedicou ao alpinismo, tendo sido o primeiro a chegar ao topo do Monte Rosa. Tais pendores se refletiram em sua trajetória ainda como bispo, quando dirigiu e desenvolveu a Biblioteca Vaticana. E como Papa, depois do Tratado de Latrão em 1929, promoveu o nascimento do Estado Cidade do Vaticano, mais tarde dando soberania à Santa Sé em relação ao mesmo. Outra obra de Pio XI foi a fundação da Rádio Vaticano, onde teve a colaboração do próprio Guglielmo Marconi, tido como o inventor do rádio e da telegrafia sem fio. Além de modernizar a Biblioteca, Achille Ratti reorganizou a Academia de Ciências para permitir a presença de não católicos como membros da instituição. E mais, instalou uma central telefônica: e foi pioneiro no uso do fax, criação do francês Edouard Belin, fazendo até transmissão de suas fotos para jornais do mundo. Em 1938 reviveu e reordenou a Ação Católica, a que considerava a “menina de seus olhos”. Foi um dos primeiros a usar a varanda da Praça São Pedro para abençoar a multidão de peregrinos e visitantes.

Entre suas encíclicas se destacam a “Quadragesimo anno”, em regozijo aos quarentas anos da famosa “Rerum Novarum”, de Leão XIII, maio de 1891, um dos primeiros protestos da Igreja contra a situação dos trabalhadores e as relações de trabalho durante a Revolução Industrial da Europa. E juntas, tempos depois, seriam reverenciados por João XXIII, e a nova doutrina social do catolicismo. Destaca-se, ainda no magistério de Pio XI, a encíclica “Divini Redemptoris” contra o comunismo ateu. Sua “Non abbiamo bisonho”, ou “ Nós não precisamos”, foi uma postura antifascistas contra Mussolini que dissolvera uma associação católica de jovens.

Em 1939 Pio XI pronunciou célebre discurso contra o governo fascista de Mussolini e a perseguição racial na Alemanha. Consta que tal texto ficou em segredo por anos, ordenado por Pio XII, que almejava boas relações com a Alemanha e Itália, até, renascer no pontificado de João XXIII. Antes de morrer Pio XI preparava uma mensagem contra o antissemitismo. Um grande Papa por sua coragem, conduta e amor ao próximo.

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