A foto, a festa e a lembrança perene
Um agradável período sabático recente permitiu que remexesse os baús do passado e mergulhasse na selva de documentos e fotos pretéritos, com a sensação fugaz que tais instantes se repetiam. Assim aconteceu com um convite para a formatura de ginásio no colégio dos padres de numerosa turma, episódio que se avizinha agora de uma maturidade bem envelhecida. E junto dele uma fotografia do aniversário de quinze anos de Luiz Alberto Gómez de Souza que a peça celebra também como de comemoração ao rito de passagem para o curso colegial.
O aniversariante, como já narrei em outra crônica, era filho do Dr. Arlindo Ferreira de Souza, engenheiro do DAER, de família lavrense e casado com a espanhola Carmencita Gómez. Moravam numa casa defronte à Rádio Cultura, esquina da Santos Souza com a Avenida Sete, propriedade de Isaac Teitelroit, com um telhado que permitia correrias e guerras navais nas folgas das aulas.
Reproduzo abaixo o flagrante do festejo, até como recordação saudosa de muitos e estimados amigos que agora já circulam nas verdejantes campinas do Paraíso. Todos solenes em seus ternos e gravatas, imagino a mente cheia de sonhos que se começam a realizar com a transposição do primeiro obstáculo.

Foto: ReproduçãoJM
Na primeira fila está José Néri da Silveira, interno no Auxiliadora, quase sempre o primeiro aluno do educandário, lavrense e amigo da família, hoje aposentado Ministro do Supremo Tribunal Federal; a seu lado, o “locutor que vos fala”, abraçando duas crianças, uma delas possivelmente Orlando Carlos, irmão do aniversariante; logo João Henrique Bianculli Galo, que seria ícone da comunicação, ao lado de Luiz Alberto: depois Carlos Saraiva de Saraiva, competente médico em Brasília, vizinho de Antônio Cláudio Gómez de Souza, de terno branco e seu irmão Arlindo Fábio, de calças curtas. Pouco atrás é Oscar Alexandre Damásio, filho do agente da VFRGS e o conhecido ator Paulo José. Na segunda fila, Ilo Job de Borba, bancário, Júlio Costa Taborda, irmão de Tarcísio, convidado; Artur Guilherme da Silva Azambuja, exímio tenor; Salomão Chapper um dos mais estudiosos; Írio de Campos Pêgas, odontólogo, o pai com loja quase ao lado da igreja; Clóvis de Oliveira Menezes, sempre elegante e Luiz Carlos Neider Medina Quintana, companheiro de zona, traumatologista; Elias Abip Muza, irmão do Edgar, um dos fundadores da Juventude Estudantil Católica; Décio Mascarello, com seu riso contumaz. E na fila superior, Flávio Vinicius Araujo Pires, laboratorista, filho da Inspetora de Ensino Maria de Lourdes Araujo; Rui Antônio Costa, o pai era gerente do Banrisul; Eloy Genovese que seria dono de empresa de materiais de construção; Atila Ricardo Vinhas, fazendeiro e odontólogo assim como Liader Brito Previtali, odontólogo, desportista, político, e jalde-negro raiz assim como quem ladeia, outro odontólogo, Luiz Carlos Osório Alcalde, desportista e gestor. Finalmente meu irmão George, convidado, e que também aniversariava no dia 19 de dezembro. O ano, 1950.

