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Involução algorítmica

Em 30/01/2026 às 11:11h, por Clara Silveira

Doutor, hoje descobri que voltei à moda. Aparentemente o look “heroin chic” está de volta. Sim, aquela vibe esqueleto a um passo da cova parece que voltou a ser tendência. Essa era a conversa no break da firma: a tendência da magreza voltou e a gente que se vire pra comprar o Ozempic.

Enquanto reclamava, um colega de trabalho pediu meu Insta, e quando respondi que não tinha redes sociais o espanto na roda foi unânime. Todos me olharam como se eu fosse um animal exótico.

O senhor sabe que geralmente são as palavras que dão origem às minhas indigestões mentais, mas, dessa vez, o que me causou a crise foi o silêncio. O silêncio e a cara de espanto daquela gente. Me pequei pensando no alerta de Debord sobre a alienação da sociedade do espetáculo.

A realidade digital, que deveria refletir as relações sociais, na verdade, tem nos condicionado. O espetáculo das redes incute a própria lógica capitalista nas relações pessoais. Redes sociais? Mais parece um shopping center 24h. E o pior é que a gente não só compra coisas, como também se vende. Viramos um bando de narcisistas com wi-fi.

Debord tava certo, doutor! É uma tragédia! A mercantilização da alma humana deu origem a uma sociedade hipnotizada pela imagem, que nega o real.

As nossas personalidades tão cada vez mais moldadas por essa presença online, e a nossa persona digital reforça o aspecto performativo das relações humanas, fazendo com que a agente se afaste cada vez mais de uma vida autêntica e feliz. Estamos assistindo a comercialização do eu e da vida em si!

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E quanto mais nos dedicamos para construir essas imagens industrializadas, menos nos reconhecemos fora delas. Intensificação do tribalismo, espetacularização da vida, narcisificação da geração influencer, feudalização do mercado digital. É, doutor, o prognóstico não é dos melhores: o próximo salto evolutivo da nossa espécie parece que tá indo pro brejo.  E eu não só acredito na teoria evolucionista, como também na teoria involucionista. Por que quem garante que o homo digitales (ou sei lá o que vem pela frente) vai ser melhor que a gente?

Mas que fique bem claro, não pretendo permanecer eremita digital para sempre e nem acho que a tecnologia seja de todo mal. Até planejo um eventual retorno a esse hospício desregulado que é a vida online. Mas já aviso! Voltarei como guerrilheira digital, de mouse em punho, tacando memes filosóficos na cara da sociedade. Zuckerberg e cia que se preparem, vem aí a revolução pixelada!

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