A Orquestra Filarmônica de Bagé
Orquestras filarmônicas são conjuntos de músicos divididos em naipes: cordas, madeiras, metais, percussão ou teclas.
A palavra “filarmônica” vem do grego philos, que significa “amigo de”. O restante do termo refere-se à “harmonia” ou à combinação de sons agradáveis. Assim, podemos traduzir o termo como “amigo da harmonia” ou, em uma definição mais ampla, “amigo da música”.
Todo esse significado faz ainda mais sentido quando observamos as raízes históricas do desenvolvimento das orquestras filarmônicas.
Por volta do século XVIII, surgiram as primeiras sociedades musicais filarmônicas, ou seja, de “amigos da música”, que organizavam apresentações cujas entradas dependiam de pagamento prévio.
A história da orquestra filarmônica como a conhecemos começou no século XIX, quando músicos se uniram para tocar e apresentar música sem fins lucrativos. O termo "filarmônica" vem do grego philos, que também aparece em palavras como "filantropia" e "filosofia".
A primeira orquestra filarmônica da cidade foi fundada em 1864, com o nome de Sociedade Filarmônica de Bagé. Mais tarde, em 1885, foi criada uma nova filarmônica, intitulada Sociedade Musical Filarmônica. Com o passar do tempo, as filarmônicas deixaram de existir por um período, mas sempre houve o apelo da população para que retornassem.
Em 24 de julho de 1950, foi fundada, em Bagé, a Associação de Cultura Artística, tendo como presidente Antenor Gonçalves Pereira. Desde o início, a diretoria realizou um intenso trabalho para organizar uma orquestra filarmônica.
Reunindo músicos da orquestra da Igreja e do Colégio Auxiliadora, professores do IMBA e integrantes da banda militar, os ensaios foram iniciados sob a direção do maestro Saturno Ramos.
Em 11 de julho de 1951, a Orquestra Filarmônica de Bagé fez sua estreia no Teatro Capitólio, com a plateia completamente lotada.
No entanto, há um registro no jornal Correio do Sul que menciona um evento realizado em 17 de agosto de 1951, nas dependências do Clube Recreativo Brasileiro, onde aconteceu uma homenagem ao vereador Antenor Gonçalves Pereira. Na ocasião, foi feita a apresentação oficial da Orquestra Filarmônica de Bagé.
Foram realizados muitos concertos, mas a Filarmônica não teve longa duração, deixando, no entanto, um legado musical que encantou uma geração em nosso município.
Ao longo dos anos, surgiram outras filarmônicas com diferentes nomes, que foram ou ainda são importantes para nossa cidade. Afinal, a música de qualidade sempre deverá ser apreciada.
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Referências:
FAGUNDES, Elisabeth Macedo de. Inventário Cultural de Bagé. Porto Alegre. Praça da Matriz, 2012
LOPES, Mario. Bagé - Fatos e Personalidades. Praça da Matriz. Ed Evangraf: Porto Alegre, 2007

