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Colunistas

Luiz Coronel

  • luizcoronel@terra.com.br

Natal

Em 19/11/2025 às 14:02h, por Luiz Coronel

Certas pessoas são abençoadas pelo  Natal.
A alegria dos sinos se aninha em seus corações.

Em minha casa, Mariazinha, minha irmã e primas,  montavam na sala humilde presépio.
Ovelhinhas de côdea de pão, e a Virgem, José, o Deus Menino e os pastores   renascidos de uma caixa de sapatos, completavam a devoção.
Uma estrela feita com a embalagem prateada de chocolate brilhava tonta sobre os céus da piedade.

Na noite natalina  a avó e os tios saiam para a Missa do Galo.
E eu ficava só na casa que mal ou bem era o meu presépio.

Na minha imaginação um galo com penas cor da aurora se punha a cantar, frente ao altar, na hora exata.

A família regressava da missa e eu fingia que estava dormindo.

A triste melodia do bater dos ferros do balanço embalados pelo vento, na Praca Esporte, ainda hoje se faz ouvir em minhas horas daninhas.

De manhã,  a algazarra das crianças com seus presentes, bicicletas, bolas, patins.
Eu ganhava pãezinhos em formato de galo, ovelhinha, com olhos de feijão encravados o nariz.

Se hoje me sensibilizam os pãezinhos da avó, a seu tempo, me humilhavam.

E assim ficou o Natal em mim, com melancolia, despojado de alegorias mas preservados os seus mitos sagrados.

E faço filmecos natalinos para me sentir convidado a esta festa da natividade.

Em vão tentamos fugir de nossa infância, mas ela corre mais rápido que nossos trôpegos passos.

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