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Colunistas

Diones Franchi

  • Jornalista e Mestre em História

Carlos Kluwe

Em 02/03/2026 às 05:39h, por Diones Franchi

Carlos Antônio Kluwe nasceu em Bagé no dia 3 de janeiro de 1890, sendo um médico, futebolista e político. Era filho de João Henrique e Taurina Kluwe, onde na infância morou no Passo de Valente e após mudou-se para a Coxilha de São Sebastião.

Cursou o primário em Bagé, e depois mudou-se para Porto Alegre onde estudou o secundário, e a seguir, ingressou na Escola de Medicina de Porto Alegre, hoje localizada na UFRGS.
Durante o curso de medicina, jogou futebol somente em um clube: o Internacional, onde estreou no dia 7 de setembro de 1909, em um empate sem gols contra o Militar FBC.

Kluwe era de grande porte com 1,90 m de altura. De personalidade forte, logo se tornou um líder, dentro e fora do campo. Com Kluwe, o Inter conseguiu suas primeiras conquistas, como campeão municipal em 1913, 1914 e 1915. Nesse tempo não conseguiu vencer o Grenal, pois o Grêmio abandonara a Liga Porto-Alegrense de Futebol em 1913 e disputara um campeonato à parte em 1914 e 1915. Mesmo assim, continuou ligado ao Internacional, tornando-se diretor de futebol.

Em 1916, já formado em medicina, abandonou o futebol com apenas 26 anos, onde iniciou a clinicar em Lavras do Sul até 1918. Em julho de 1919, um grupo de senhoritas coloradas fez um abaixo-assinado pedindo que o ex-jogador atuasse em um Grenal, disputado na Chácara dos Eucaliptos. Apesar de ter ficado afastado por 4 anos, Carlos Kluwe decidiu jogar, e marcou o primeiro gol da vitória colorada por 2x0. Era a sua vitória em um clássico. Kluwe acabou jogando o resto da temporada e também em 1920, quando novamente foi campeão. Nesse tempo, trabalhou em um laboratório em Porto Alegre e depois foi clinicar em Caxias do Sul.

Casou- se com Iracema Teixeira, onde desta união tiveram os filhos Gilda, José e Gilca. Mais tarde, em 1923, Carlos Kluwe retornaria a Bagé, onde se tornou um médico de renome. Seu consultório, laboratório e residência ficava na rua General Osório, junto a Tipografia do Povo, sendo que depois residiu na rua Costábile Hipólito.

Sempre teve uma preocupação com a educação em nosso município, sendo responsável pela criação da Escola Agrícola Assis Brasil, que funcionou próximo a Embrapa. Essa escola foi responsável pela formação de vários jovens técnicos agrícolas. De 1938 a 1940, Carlos Kluwe foi inspetor federal de ensino junto aos colégios secundários de Bagé.

Em 1948, foi eleito prefeito de Bagé, sendo responsável também pela implantação do primeiro Ginásio Municipal, que tinha objetivo de proporcionar educação gratuita, para aqueles que não tinham recursos, para cursar um colégio particular.

A nova escola funcionou inicialmente no prédio Grupo Escolar Silveira Martins, até a conclusão das obras de adaptação do Palacete Pedrinho Osório, que também foi adquirido em seu governo. Mais tarde, a escola foi encampada pelo governo do estado, sendo até hoje uma das principais e tradicionais escolas de ensino médio de Bagé.

Carlos Kluwe continuou ligado ao estabelecimento de ensino que ele criou e o visitava constantemente, inclusive assistindo aulas. Durante seu governo, conservou as estradas do interior município, em especial as vias de escoamento, além de ser o responsável pelas primeiras casas populares de Bagé, obra executada com os próprios recursos do município.
Faleceu em Bagé no dia 28 de setembro de 1966, aos 76 anos de idade, e em sua homenagem foi denominada Rua Doutor Carlos Kluwe.

Seu grande legado de ensino na cidade, a escola que ele mesmo criou, posteriormente recebeu o nome de Escola Estadual de Ensino Médio Dr. Carlos Antônio Kluwe, sendo fundada em 7 de outubro de 1954 e renomeada definitivamente com o nome atual em 19 de dezembro de 1966.

Neste ano, a escola que Carlos Kluwe criou, conhecida também como Estadual, completa 70 anos, seguindo seu legado em prol da educação e progresso de nosso município.

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Referências:

COIMBRA, David. Noronha, Nico. A Histórias dos Grenais. Porto Alegre. Editora L&PM, 2009
FAGUNDES, Elisabeth Macedo de. Inventário Cultural de Bagé. Porto Alegre. Praça da Matriz, 2012
LOPES, Mario. Personalidades de um século em Bagé. NPHTT. Bagé: Gráfica Instituto de Menores, 2012

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