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Diones Franchi

  • Jornalista e Mestre em História

Emílio Guilayn

Em 28/02/2026 às 20:31h, por Diones Franchi

Emílio Cipriano Pedro Guilayn foi um grande empresário, que se destacou no município de Bagé e no Rio Grande do Sul. Nasceu em Gerona, Espanha, em 9 de maio de 1864. Era filho de Martim Guilayn e Josefa Corrons. Saiu da Espanha muito jovem e veio para o Brasil, com 19 anos, fixando residência em Bagé. Casou-se com Belmira Castanheira Maranhão, onde residiu por mais de 40 anos no município. Após seu casamento, morou durante algum tempo, na rua General Osório, 61, e, após, mudou-se para rua Dr. Penna, 41. Desta união, tiveram 5 filhos.

Foi fundador do primeiro banco de Bagé, constituído com o nome Emilio Guilayn e Cia, sendo o empreendimento recebido com grande agrado, especialmente pelos ruralistas, já que a pecuária era importante fator de atividades e suas transações de maiores quantias. A empresa fazia todas as transações bancárias do município, emitindo cartas de crédito para todo o país e exterior, através da seção de câmbio que possuía. Foi agente e diretor do Banco da Província, instituição fundada em 1858, até a instalação de uma filial em Bagé, em 1914. Era, também, acionista do banco Pelotense e sócio da firma Buxton e Cia de Buenos Aires, Argentina.

Entre os diversos empreendimentos de Emílio Guilayn, sem dúvida, o que mais se destaca é a instalação de uma usina elétrica no município. Assim, no dia 4 de junho de 1899, foi inaugurada a luz elétrica em Bagé, se tornando um dos primeiros municípios do Brasil a contar com iluminação pública e residencial. O responsável pela instalação do maquinário, para geração de energia elétrica no município, foi o engenheiro alemão Eugênio Oberst, durante o governo municipal de José Otávio Gonçalves, que apoiou e incentivou Emílio Guilayn com seu projeto. O importante acontecimento teve ampla cobertura da imprensa estadual; e a população permaneceu até altas horas nas ruas da cidade. Alguns jornais da época relataram o evento como inédito no estado.

Foi o primeiro presidente da Associação Comercial de Bagé, fundada em 13 de novembro de 1898, para congregar os comerciantes locais a defenderem seus interesses. Em 1901, como espanhol que era, foi presidente da Sociedade Espanhola de Bagé, fundada em 1868, a mais antiga do Brasil. Fez parte da direção da Santa Casa e Sociedade 28 de setembro, sendo também, um dos fundadores do Clube Comercial em 3 de junho de 1896.

Além de empresário, era pecuarista em Bagé e Dom Pedrito, por isso foi o primeiro presidente da Associação Rural de Bagé, fundada em 20 de setembro de 1904. Em sociedade com José Francisco de Freitas, fundou em 1903, a Charqueada Santo Antônio, às margens do Rio Negro com um capital de cem contos de réis, proporcionando emprego a 160 pessoas. Em 1905, adquiriu o Moinho Bageense, fundado pelo italiano Francisco Chichi, em 1890, que fabricava massas, biscoitos e pães.

Seus feitos, como empreendedor, continuaram, sendo sócio da primeira charqueada de Bagé, a Companhia Industrial Bageense em 1891. Também teve outros negócios, como uma oficina mecânica, uma serraria a vapor e uma loja de materiais de construção. Foi exportador de arroz, erva mate, banha, madeira e outros produtos.

Emílio Guilayn era membro do Partido Republicano, no qual foi eleito deputado estadual, em 1905, por Bagé, permanecendo na Assembleia Legislativa, reeleito por Pelotas e Porto Alegre até sua morte. Era muito ligado ao presidente do estado Borges de Medeiros, sendo inclusive, responsável pela compra do armamento e munição na Revolução de 1923.

Foi de Emílio Guilayn, o primeiro automóvel a rodar nas ruas de Bagé e do estado. O automóvel veio encomendado da cidade de Hamburgo, Alemanha, no Vapor Alemão Holsatia que chegou a Rio Grande, e depois, em Bagé, em 24 de abril de 1904, sendo que o primeiro automóvel que rodou, em Porto Alegre, chegou em 15 de abril de 1906. Ele foi o primeiro a instalar um telefone no município, quando inaugurou o Centro Telefônico de Bagé, em 1901. Chegou a estudar a viabilidade para implantar bondes elétricos na cidade, mas o projeto não se concretizou.

Emilio Guilayn foi, também, Diretor da Cia da Luz e Força de Pelotas, onde viveu seus últimos anos, antes de viajar a França em tratamento de saúde. Faleceu em Paris, em 1° de maio de 1924, com 59 anos; assim, muitos de seus empreendimentos foram sucedidos, posteriormente, por seus filhos.

Em sua homenagem, foi inaugurado, em Bagé, no dia 23 de janeiro de 1951 a Rua Emílio Guilain, durante o governo do prefeito Carlos Kluwe, que contou com a presença de seu filho Martin Guilayn. Neste ano, relembramos os 160 anos de seu nascimento e os 100 anos de sua morte, daquele que foi um dos maiores empreendedores de Bagé.

 

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Referências Bibliográficas:

Fagundes, Elisabeth Macedo de. Inventário Cultural de Bagé. Porto Alegre. Praça da Matriz, 2012
Lopes, Mario. Personalidades de um século em Bagé. NPHTT, 2012

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