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Diones Franchi

  • Jornalista e Mestre em História

Mercado Público de Bagé

Em 01/03/2026 às 22:19h, por Diones Franchi

No dia 13 de outubro de 1862, iniciaram-se as obras do Mercado Público em Bagé, sendo contratado, pela Câmara Municipal, o engenheiro José Luiz da Costa Filho, para a construção da primeira face. As obras desta face foram concluídas em 1864. Em 1887, foi aprovada a construção da face Sul, pois no início não haviam torres, apenas o pavimento térreo.

O Mercado Público era a importante praça de comércio da cidade, funcionando diversos estabelecimentos, desde lojas de especiarias, agência lotérica, restaurante, quiosque, sapataria, armazém, açougue e funilaria.

Em 1913, com a morte de José Octavio Gonçalves, assumiu a intendência (prefeitura), José Manuel Rodrigues. Em 4 de janeiro de 1914, deu-se início a contratação dos construtores para continuação da execução da obra. Durante o pouco tempo que esteve no governo José Manuel Rodrigues, mandou construir os dois pavilhões do Mercado Público e suas torres, uma em cada esquina. Foi construída também uma cúpula para a colocação de um relógio de duas faces, originário da França, sendo o único bem que se mantém até os dias de hoje.

Na década de 1950, iniciou-se o movimento para a venda e destruição do mercado, durante a administração de Carlos Kluwe. Formaram-se duas correntes: uma defendia a necessidade da venda porque a cidade começava a crescer, e também porque a Prefeitura estava com o salário dos servidores públicos atrasado e está seria a única fonte de recursos. Outra corrente defendia, que sacrificar o patrimônio municipal seria irreversível.

Mas, em 1953, o Mercado Público de Bagé foi demolido, sob a alegação que era necessário o desenvolvimento da cidade, pois o prédio também não estaria bem conservado. Em 28 de junho de 1953, surgiu a organização Cine Hotel Consórcio Bagé Ltda, tendo como presidente José Carrion Moglia.

No contrato o Cine Hotel Consórcio, deveria ceder um andar do Edifício Ibagé para abrigar a Câmara de Vereadores, que funcionava no Salão Nobre da Prefeitura. Também havia uma cláusula que o relógio não entraria no negócio, sendo instalado mais tarde, em 1983, na Praça da Bandeira, no Calçadão.

O Mercado Público foi substituído por prédios com apartamentos, hotel, bancos e outros pontos comerciais, mas as futuras instalações do Cine Teatro nunca foram concluídas. Hoje, a destruição do prédio é vista como uma grande perda para o patrimônio do município, fazendo com que as lembranças do mercado público estejam com aqueles que conviveram essa época ou os que têm a oportunidade de vivenciar através das antigas fotografias.      

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Referências:

Fagundes, Elisabeth Macedo de. Inventário Cultural de Bagé. Porto Alegre. Praça da Matriz, 2012
Salis, Eurico  – História de Bagé – Livraria Globo, 1956

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