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Cidade

A retomada da cultura na Rainha da Fronteira

Produções bajeenses foram contempladas em projetos de apoio a trabalhadores do setor

Em 14/05/2022 às 14:02h

por Redação JM

A retomada da cultura na Rainha da Fronteira | Cidade | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Foto: Divulgação

por Bianca Vaz

Acadêmica de Jornalismo da Urcamp

O setor cultural foi um dos mais prejudicados pela pandemia da Covid-19. Isso porque o isolamento social impossibilitou atividades em lugares fechados. Assim, projetos em andamento, que garantiam renda para profissionais da área, precisaram ser paralisados. Porém, nos últimos meses, com a vacinação avançada e os números de infectados pelo vírus estabilizados, a cultura volta a ganhar força em Bagé.

Segundo o secretário municipal de Cultura e Turismo, João Schardosim, o município tem potencializado o setor com diversos investimentos. Ele destaca, por exemplo, o Festival Literário Cultural, realizado em dezembro de 2021, levando mais de 15 mil pessoas ao largo do Centro Administrativo, onde ocorreram apresentações com músicos e bailarinos, além da participação de livrarias e empresas gastronômicas da cidade. 

Além disso, o secretário ainda salienta o projeto "Caravana Cultural" realizado com o objetivo de levar atrações culturais para os bairros da cidade. A iniciativa contou com diversas atrações, entre elas, oficina de leitura e pintura artística, praça de alimentação, brinquedos infláveis, teste de visão, aula de ritmos, sorteio de brindes e música com artistas locais. Schardosim ainda lembra que além de iniciativas de fundos Estaduais e Federais, os trabalhadores do setor tiveram acesso a recursos do Governo Municipal. “Todo o cenário cultural foi beneficiado com o valor de R$ 100 mil, que foi destinado como forma de ajuda a estes trabalhadores”, afirma. 

Por fim, o secretário ainda destaca que as atividades culturais em Bagé são fomentadas não apenas pela Secult, mas também por empresas e outros órgãos municipais que realizam atividades nessa área. “Com essas iniciativas, a gente aquece o setor e abre as portas para que as pessoas possam trabalhar e dar dignidade para o setor cultural”, finaliza.

Conforme o presidente do Conselho Municipal de Cultura, Gladimir Aguzzi, a pandemia afetou todas as áreas do setor cultural. Ele destaca que houve grande dificuldade para os setores de música e de teatro, por exemplo, que tiveram que parar suas apresentações durante a pandemia. No entanto, conforme o presidente, o setor, na Rainha da Fronteira, tem retomado suas atividades aos poucos. “Atualmente o cenário cultural de Bagé é de retomada, nós precisamos rever o plano municipal de cultura. Nós precisamos rever ações de cultura que nós tínhamos e temos que retomar agora, mas no geral, nós somos uma cidade cultural e confiamos muito que isso, daqui pra frente, vá melhorar”, afirma.  

Gladimir ainda salienta que um dos principais reforços aos trabalhadores na cidade foi por meio da Lei Aldir Blanc, que liberou recursos para minimizar os impactos da pandemia de Covid-19 no setor cultural.

Realizações durante a pandemia

A produtora cultural e coordenadora do Ponto de Cultura Pampa Sem Fronteiras, Adriana Gonçalves, foi uma das pessoas com projetos culturais beneficiados pela lei Aldir Blanc. Ela ressalta que o início da pandemia, principalmente, foi marcado pela parada de geração de renda no setor cultural em Bagé. No entanto, salienta que alguns setores sofreram e ainda sofrem mais que outros, citando as dificuldades das pessoas que realizam suporte para eventos culturais, como iluminação e aparelhamento de som. 

Isso, segundo Adriana, ocorreu pois foram surgindo possibilidades de recursos para o setor com a chegada da Lei Aldir Blanc, o que beneficiou aqueles que conseguiam trabalhar de forma remota ou híbrida. A coordenadora destaca que, durante o período, a equipe do Ponto de Cultura conseguiu avançar projetos que já estavam engavetados, como a finalização do documentário Vila Santa Thereza e a produção do curta-metragem Jogo de Osso. Além disso, também foi adiantada a produção do filme Tambor Sem Fronteiras.

Adriana ainda ressalta a produção do longa-metragem Fronteriz@s, iniciativa da Sociedade Independente Cultural, de Jaguarão, que reuniu equipes de diferentes cidades da região de fronteira do Brasil com o Uruguai. Perante isto, a produtora cultural ressalta a importância da criação de novas parcerias e fortalecimento de relações com criadores já conhecidos. “A gente estabeleceu uma rede de contatos e isso possibilitou uma maneira de fazer projetos em conjunto. Escrevemos projetos com outros pontos do Estado e assim, fomos construindo iniciativas juntos”, afirma.

Além disso, a coordenadora destaca que os profissionais do Ponto de Cultura conseguiram achar novas oportunidades online. “Vimos que existem as possibilidades das oficinas online e que essas atividades têm um alcance bem maior do que presencial. Foi uma coisa positiva poder se digitalizar um pouco mais”, pontua.

Atualmente, segundo ela, a equipe do Ponto de Cultura tem realizado oficinas de capacitação na área do audiovisual em outras cidades gaúchas, no programa Revelando o Rio Grande, iniciativa do Instituto Estadual de Cinema (Iecine).

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