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Urcamp

As consequências do uso precoce e em excesso de eletrônicos na infância

Em 07/05/2022 às 09:06h

por Redação JM

As consequências do uso precoce e em excesso de eletrônicos na infância | Urcamp | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Renata Vitral, oftalmologista | Foto: Alexandre Bastos

por Milena Saraiva e Alexandre Bastos

Acadêmicos de Jornalismo da Urcamp

Cada vez é mais comum ver crianças utilizando aparelhos eletrônicos. Às vezes, antes mesmo de saberem falar ou andar. Mas será que isso pode trazer consequências futuras para a saúde e desenvolvimento dos pequenos?

A oftalmologista Renata Vitral conta que uma grande preocupação dos oftalmologistas é o uso excessivo de telas na infância. “Desde que nasce, até os 5 anos, o olhinho está crescendo, ainda é molinho. A luz e o que reflete no celular e nas telas vai para trás do olho e vai causando uma miopia”, explica Renata. A médica enfatiza que existe tempo indicado para o uso em cada faixa etária. “Até os dois anos de idade é estritamente proibido usar telas, dos dois anos aos cinco, o ideal seria meia hora de manhã e meia hora de tarde, e depois dos 5 a gente pode estender para meia hora de manhã, meia hora à tarde e meia hora à noite”, pondera. 

O psicólogo Saulo Andre Eich diz que o problema não está no uso, pois isso já é uma característica das novas gerações, mas sim no excesso. Ele fala sobre os malefícios da falta de controle: “Não é incomum, pelo contrário, é bastante comum, se desenvolver uma relação de escape, onde esse usuário passa a utilizar os jogos como uma forma de fugir de outras coisas, fugir consciente ou inconscientemente”, relata Eich.

Quanto ao desenvolvimento infantil, o psicólogo respondeu porque o uso pode se tornar nocivo: “Primeiro porque é o brincar direcionado a um estímulo único exposto, que é a tela. São estímulos que são impostos a essa criança através dos conteúdos numa condição que essa criança apenas produz tensão. Ela está estática ali, por certamente mais do que as 3 horas, por exemplo, que seriam recomendadas para crianças e adolescentes acima dos 10 anos. São muitos estímulos contribuindo para produzir tensão em um indivíduo que não está canalizando essa tensão”.


Riscos no futuro

Renata também esclareceu quais danos podem surgir no futuro do pequeno que desenvolve a miopia precoce. “Quanto mais cedo a criança tem miopia, isso vai refletir lá na frente quando ela for adulta, porque uma criança que tem miopia muito cedo com certeza será um adulto que vai ter um grau alto de miopia, pelo menos uns seis graus. E essa miopia alta pode ocasionar várias coisas: pode ter descolamento de retina, glaucoma, catarata, pode ter maculopatias, que são doenças na parte da retina, na mácula, que vão causar problemas muito sérios, inclusive cegueira”, esclarece.

E como ficam os pais?

Pai de um menino e uma menina, de dois e quatro anos, Yuri Salim acredita que as crianças devem ter acesso a eletrônicos porque o mundo atualmente é digital. “Acho que a forma saudável é ir pouco a pouco,  não dando já as coisas maiores para elas, por exemplo, celulares. Acho que um tablet infantil para ter acesso eletrônico educativo. Tem muita coisa boa eletrônica hoje em dia, os próprios vídeos ensinam muito hoje as crianças”, diz.

Além disso, ele crê que não se deve culpar a Internet ou as tecnologias por todos os problemas, mas sim a falta de controle e de educação em relação a esses meios. “Lidar ensinando, sempre mostrando pra eles o melhor jeito de poder usar tecnologia e ser exemplo disso, não usando para o lado mal, mostrando para ele o que é ruim e onde não deve acessar. Sempre mostrando o bom caminho para poder usar de forma saudável”, finaliza Salim.

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