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Segurança

Homem é condenado a 10 anos e oito meses de reclusão em regime fechado por tentativa de homicídio

Em 23/11/2021 às 16:49h
Rochele Barbosa

por Rochele Barbosa

Homem é condenado a 10 anos e oito meses de reclusão em regime fechado por tentativa de homicídio | Segurança | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Rochele Barbosa

Márcio Dutra Lacerda, de 44 anos, foi condenado a 10 anos e oito meses de reclusão em regime fechado, pelo júri popular, nesta terça-feira, dia 23, durante julgamento no Fórum da Comarca de Bagé. Ele era acusado pela tentativa de homicídio de Réger Peres da Silva, de 24 anos, ocorrida no dia 28 de fevereiro de 2016, na rua Paulino Giorgis, bairro Malafaia.

De acordo com a sentença de pronúncia, proferida pela juiza Naira Melkis Caminha, da Primeira Vara Criminal, o denunciado tentou matar a vítima desferindo-lhe uma facada, somente não consumando o delito por circunstâncias alheias à sua vontade. Na ocasião, cita a acusação, o denunciado desferiu um golpe de faca em desfavor da vítima, o qual atingiu as regiões escapular e infraescapular. "Em razão da prática delitiva perpetrada pelo imputado, a vítima restou com cicatriz medindo 2,5 centímetros na região infraescapular direita; outra medindo três centímetros na região infraescapular", detalha o documento.

Ainda conforme a denúncia, 'o crime foi impelido por motivo fútil, uma vez que decorrente de discussão havida minutos antes entre o denunciado e a vítima, a qual se deu em razão de o ofendido ter cobrado do increpado o valor de uma dívida existente entre os eles. O crime também foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que o réu, de inopino, atingiu a vítima pelas costas, dificultando qualquer chance de reação ou fuga'.

Testemunhas

Foram ouvidas, pela acusação, a vítima e mais duas mulheres que socorreram e viram o fato.

Silva relatou que havia emprestado R$ 50 para o réu e, então, quando viu ele na rua, resolveu cobrar. “Daí ele disse que não ia me pagar e então começamos a discutir e depois a brigar, no soco, na mão. Então eu fui no bar da esquina e ele entrou atrás e me deu uma facada no ombro e fugiu”, contou.

A vítima contou ainda que a faca quebrou e a lâmina entrou no corpo dele. “A lâmina era grande e deslizou até meu pulmão, fiz várias cirurgias. Os médicos disseram que foi um milagre eu seguir vivo. Fiquei com um braço mais curto que o outro e no dia que aconteceu ele ainda derrubou a dona do bar e ela ficou machucada. A gente era amigo, andávamos juntos, ele foi meu cunhado”, explicou.

Uma mulher de 40 anos, que socorreu a vítima, também foi ouvida em depoimento. Ela contou que chegou depois do ocorrido, pois dois homens amigos da família contaram o que tinha ocorrido no local, quando foram comprar carvão. Segundo seu relato, o homem cortou o saco de carvão antes de atacar a vítima. Ela disse que somente viu o corte e até achou que não era grave, pois era pequeno, mas a vítima começou a passar mal e ficar pálido e então chamaram a ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e ele passou por cirurgias.

A dona do bar também foi ouvida. Ela relatou que o réu entrou no local e lhe deu um empurrão, que a fez cair e ficou com o braço roxo. A testemunha ainda mencionou que viu a briga na frente do bar e depois a vítima entrou e atrás dele o réu. Ela não viu a faca, mas viu que Silva ficou ferido.

A testemunha de defesa foi um policial aposentado, que contou que apenas ouviu o depoimento do réu, de que ele teria dito que deu a facada, e que tinham brigado, pois a vítima teria pedido dinheiro para o réu e ele não deu e começaram a brigar.

Interrogatório

O réu, por sua vez, falou que estava bebendo no dia do acontecido e que estava numa bicicleta quando foi agredido pela vítima. “Ele me deu um soco quando eu tava passando e daí começamos a brigar. Vi uma faca no chão e então desferi uma facada nele. Ele sempre pedia dinheiro para comprar crack, ele usava drogas. Eu não tava devendo nada para ele, ele que me pedia dinheiro sempre. A faca era dele, mas não lembro bem como aconteceu”, contou.

O acusado ainda disse que entrou no bar, mas não lembrava, pois estava embriagado e, após a briga, ele pegou a bicicleta e foi embora. “Eu não chamei a polícia porque fiquei com medo e fui embora”, explicou.

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