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De repente...pais!

Sem saber que estava grávida, bajeense dá à luz durante o banho

Em 16/10/2021 às 10:03h
Melissa Louçan

por Melissa Louçan

De repente...pais! | Cidade | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Lélia, Pedro e a pequena Helena no hospital, enquanto aguardam alta Foto: Arquivo Pessoal

Tinha tudo para ser mais uma quarta-feira normal na casa de Pedro Leonardo Souto Lopes e Lélia Rosa Pereira, ambos de 26 anos. Mas após um dia cansativo e de mal estar, o banho relaxante de Lélia culminou com a maior surpresa da vida do casal: o nascimento da primeira filha, Helena. Com 2,9 kg e 48 centímetros, a pequena não deu sinal de sua chegada. Durante todo o tempo da gestação, aproveitou o conforto no útero da mãe, que seguia a vida sem saber que um pequeno ser se desenvolvia dentro de si.

A chegada não poderia ter sido mais surpreendente. Lopes conta que, há alguns dias, apresentou sintomas de contaminação por rotavírus. Quando Lélia começou a apresentar os mesmos sintomas, na quarta-feira, o casal não ficou alarmado, imaginando se tratar de uma manifestação do vírus. Após um dia de mal estar intenso, com enjoo, vômito e diarreia, Lélia resolveu tomar banho antes de deitar. Já embaixo do chuveiro,  sentiu uma forte cólica e, ao se agachar para aliviar a dor, a pequena Helena se apresentou ao mundo, caindo no box.

O pai, no quarto ao lado, ouviu o barulho e foi socorrer a mulher. Ao chegar, se deparou com a filha recém-nascida. A mãe conta que ao ver a filha, pequena e roxinha, chegou a pensar que se tratava de um aborto espontâneo, por já ter sofrido outro anteriormente. Quando viu que o bebê não chorava, mesmo atônito, Lopes executou a manobra de Heimlich, colocando o bebê inclinado e dando leves tapas nas costas da pequena, que abriu o berreiro à guisa de cumprimento aos pais. “Aí tu imagina: minha esposa sai do quarto sozinha para o banho e quando vou ao banheiro, me deparo com duas pessoas. Nos pegou de surpresa, mas tudo ocorreu bem. Teve um instrumento de Deus no parto dela”, destaca Lopes.

O pai explica que logo nos primeiros minutos, com a adrenalina tomando conta, o casal ficou perdido, com a família correndo de um lado para o outro. “Chamei meu irmão, meu pai, minha mãe. Ninguém sabia, nós não sabíamos, foi uma surpresa”, conta, rindo, o novo papai. Passado o choque inicial, a família seguiu para o hospital, onde mãe e filha ficaram em observação, ambas com bom quadro de saúde.

A história já traz um viés fantástico, mas outro fator a torna ainda mais incomum. Após algum hiato de tempo,  Lélia havia reiniciado, há cerca de três meses, uma terapia medicamentosa para melhorar a fertilidade e aumentar as chances de uma concepção futura, sem saber que já carregava a filha no ventre. Inclusive, não apresentou o principal sinal vísivel de gravidez: a barriga de gestação não se pronunciou e apenas a azia incomodou a mãe, que atribuiu o mal-estar a um quadro anterior de gastrite nervosa. “Esse tratamento era para engravidar futuramente, mas acredito que teve uma mão divina aí. Estamos com a nossa princesinha nos braços, bem de saúde”, diz Pedro.

A novidade também pegou de surpresa familiares, amigos e colegas de trabalho, que trataram de se unir para garantir fraldas, roupas e mobília para a pequena Helena. “Todos os pais têm toda aquela preparação para a chegada do bebê, a preparação para saber o sexo, o enxoval, mas a gente não teve isso. Ela nos pregou uma peça bem pregada”, brinca Lopes.

Gravidez silenciosa é incomum

Conforme explica o Dr. Pablo Umpierre, médico obstetra, casos de gravidez silenciosa são muito raros e geralmente ocorrem em mulheres com ciclo menstrual irregular ou que já apresentem alguma situação psicológica que as leve a não associar os sintomas com uma gestação.

Os dois quadros podem ser observados em Lélia: a jovem não menstruava regularmente devido ao tratamento de fertilidade. Além disso, já tendo sofrido com abortos anteriores, e realizando o tratamento para aumentar as chances de uma gravidez futura, não imaginou que a pequena Helena já estava em plena gestação no ventre. Possivelmente, alguns sintomas físicos associados à gravidez, como inchaços ou dores, passaram despercebidos, sendo associados a outras situações.

“Nestes casos, o quadro psicológico influencia muito. Uma gravidez silenciosa é exatamente o contrário da pseudociese, em que a mulher apresenta sintomas de gravidez, mas não há gestação. Neste caso atual, podem ter ocorrido sintomas, que não foram associados com gravidez, justamente por ela não saber que estava grávida. Por exemplo, ela podia sentir o bebê mexer e acreditar que foi um movimento intestinal. E como também não havia menstruação, ela não associou”, explica o médico obstetra.

 

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