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Segurança

Dupla é condenada por morte de casal em Candiota

Em 14/10/2021 às 20:40h
Rochele Barbosa

por Rochele Barbosa

Dupla é condenada por morte de casal em Candiota | Segurança | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Dionathan Nunes - Divulgação

Dionathan de Oliveira Nunes e Tiago Oliveira Bastos, ambos de 22 anos, foram condenados, pelo tribunal do júri popular, nesta quinta-feira, dia 14, pelo assassinato de Émerson Gomes da Silva de Holanda, 27 anos, e Janaína Celeste Rodrigues, de 18, registrado no dia 11 de maio de 2018, no bairro Dario Lassance, em Candiota. 

Nunes foi condenado pelos crimes contra as vítimas Emerson e Janaína, além de sentenciado por comunicação falsa de crime, ficando com a pena de 25 anos de reclusão em regime fechado, e a pena de um mês de detenção em regime aberto. Já Bastos foi condenado apenas pelo homicídio em relação à vítima Émerson, ficando com a pena de 13 anos de reclusão, inicial fechado. Ambos permanecem no Presídio Regional de Bagé (PRB), onde já estavam detidos aguardando julgamento.

De acordo com a sentença de pronúncia, os dois acusados, armados de facas, foram até a residência das vítimas, que foram surpreendidas e atacadas com diversas facadas. Janaína morreu no local. Holanda conseguiu fugir pelo gramado localizado nos fundos do Centro de Referência de Assistência Social, mas foi alcançado pelos dois homens e acabou sendo morto.

Após os homicídios, os dois réus fugiram do local. Ainda segundo a sentença de pronúncia, os crimes foram impelidos por motivo torpe, uma vez que decorrentes de desavenças relacionadas ao tráfico de drogas, em extremo desvalor da vida humana. "Além disso, os delitos foram praticados com emprego de meio cruel, porquanto os denunciados desferiram reiterados golpes com instrumentos corto-contundente e pérfuro-inciso em diversas regiões anatômicas das vítimas, causando-lhes, além de várias lesões, traumatismo craniano, o que lhes impingiu intenso e desnecessário sofrimento, revelando a brutalidade fora do comum, em contraste com o mais elementar sentimento de piedade", cita a acusação.

Os crimes, ainda conforme a pronúncia, foram cometidos mediante recurso que dificultou a defesa dos ofendidos, 'haja vista que foram surpreendidos e atacados pelos denunciados em preparada situação de armamento e de surpresa, o que lhes reduziu sensivelmente as possibilidades de reação'. Um dos instrumentos utilizados para golpear as vítimas – facão – foi localizado na posse de um dos réus, e o telefone celular do outro acusado no local do crime.

Durante o julgamento, primeiro foram ouvidas duas testemunhas de acusação, um policial militar e um policial civil. Ambos referiram que o crime foi praticado de maneira brutal, com cortes violentos.  

O policial civil ainda declarou que o perito do Instituto Geral de Perícias que analisou a cena do crime informou que os dois corpos estavam com cortes de dois tipos de facas, sendo uma tipo “estoque”, pontiaguda e que foi inserida e retirada do corpo da vítima Holanda, e outra, um facão que foi usado para desferir golpes na cabeça, inclusive arrancando “chumaços” de cabelos de Janaína. “Acredito que é impossível para uma pessoa sozinha desferir todos esses golpes”, destacou a testemunha.

O agente ainda relatou como foi realizado o inquérito, com todos os detalhes da investigação, sendo que testemunhas informaram para a Polícia Civil que os três (Holanda e os dois réus) estavam em luta corporal.

Pela defesa, foi ouvida a mãe do réu Bastos, que destacou que ele viajou para outra cidade não para fugir, apenas porque foi morar com a tia. “Eu ainda levei os policiais na casa que ele morava, deixei eles olharem tudo, conheço meu filho, ele não mataria ninguém. Ele chegou e contou que foi apenas uma confusão que ele presenciou. Ele é dócil, estava estudando e morava com a avó, pois eu moro para campanha”, contou.

Interrogatórios

O primeiro réu a ser ouvido foi Nunes, que contou que realmente foi ele que matou as duas vítimas. “Cometi os crimes, perdi a cabeça, me arrependo do que fiz. O outro réu não tem nada que ver com esses crimes, ele só foi comigo lá”, disse.

Nunes ainda contou que não foi armado para o local. “Eu fui lá pegar de volta o telefone que eu tinha empenhado para pegar drogas. Um dia eu não tinha dinheiro e entreguei o celular do Bastos em troca de drogas. Eu deixei o celular para pegar drogas com o Holanda, daí fui entregar o dinheiro, R$ 50, mas ele estava alterado e não queria entregar o telefone. Saiu com um facão de lá de dentro, eu perdi a cabeça, tirei o facão dele e acabei matando os dois”, explicou em juízo.

O réu informou ainda que era amigo de Bastos e ficou uns dias na casa dele, mas que eles não traficavam, eram usuários e apenas ele comprava drogas com Holanda. Sobre o fato que ele registrou que foi agredido por Bastos, ele disse que inventou aquilo e que os ferimentos deveria ser do dia do crime, devido à briga entre ele e a vítima.

Bastos, por sua vez. em depoimento, disse que não tinha envolvimento e que foi naquela noite pegar o telefone celular que estava empenhado. “Eu fui junto e eles começaram a brigar, mas eu não me envolvi e fui embora. Vi só o começo. Não fomos armados. Eu usava drogas, mas não vendia, tirei umas fotos para ostentar, hoje não acho que é legal”, explicou. Ele também contou que era amigo de Nunes e que somente não contou para a Polícia porque Holanda era traficante e ficou com medo de represálias. Finalizando o depoimento, Bastos disse que estão os dois presos no Presídio Regional de Bagé (PRB), mas não tem contato com ele porque estão em celas diferentes.

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