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O passado e o presente do Seival – parte 2

Em 28/09/2021 às 11:30h

por Redação JM

O passado e o presente do Seival – parte 2 | Urcamp | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Antiga estação férrea está abandonada | Foto: Diego Lima

Por Sabrina Monteiro e Mariana Muza

Acadêmicas de Jornalismo Urcamp

Nesta edição, damos sequência à história do Seival, localidade de Candiota. A fim de saber mais sobre o berço da República Rio-Grandense, conversamos com um morador que conhece a história das charquedas e da localidade. Heitor Ferreira, nascido e criado em Seival, falou um pouco sobre o início do bairro e seu desenvolvimento. “O início do povoado foi em 1884, com o advento da estação férrea. A partir daí, o Seival se desenvolveu muito, ainda como Santa Rosa. O nome foi trocado para o atual Seival porque existia um problema enorme entre a distribuição de mercadoria com Santa Rosa que era aqui, e a cidade de Santa Rosa”, explica.

“Nesse período Seival cresceu muito rápido, tínhamos hotéis, posto de gasolina, farmácia e tudo que se possa imaginar na época. Era o centro de distribuição de mercadoria para toda a região, também. O problema maior foi quando tiraram daqui a estação férrea e a estrada de rodagem”, diz. Segundo Ferreira, o bairro teve um grande período de indiferença, mas com o surgimento da Usina Termoelétrica Pampa Sul, houve uma grande expectativa. “A possibilidade e o que se espera, é que volte a crescer de novo”, afirma.

Charqueada Santa Rosa

Segundo informações do livro “Seival Passado e Memórias”, de Nadiane Momo, com a viação férrea passando pela localidade de Seival, conhecida como Santa Rosa na época, e o charque sendo transportado para todo o país, moradias foram construídas na localidade que mais tarde se tornou um pequeno vilarejo. No final do século XVIII, a primeira charqueada foi inaugurada e denominada como “Charqueada Santa Rosa”, dando o ponta pé inicial para o desenvolvimento local.

Era de propriedade do coronel Hyppólito Silveira e oportunizou aproximadamente 100 trabalhadores no período de abate, onde mais de 250 vacas eram abatidas diariamente. Após o processo, as carnes eram desossadas e colocadas em um tanque com sal. Em sequência, eram levadas para a secagem em varais expostos ao sol, atividade que durava aproximadamente um mês. Com o charque seco, o produto era embalado e prensado em fardos de até 100 quilos para ser transportado até a cidade de Rio Grande, e em seguida para diversas regiões do país. Além do Brasil, países da Europa receberam o charque da Santa Rosa. O período da matança acontecia entre maio e agosto, meses em que o inverno está mais rigoroso no Estado, e assim, evitava que a carne fosse perdida.

Com a chegada da refrigeração, as charqueadas tradicionais foram acabando. E em 16 de maio de 1926, uma explosão na caldeira fez com que a charqueada finalizasse por completo sua atividade.

Vitivinicultura

Além de ser um local histórico, Seival também é conhecido por possuir renomadas vinícolas. Segundo o livro “Candiota, terra de riquezas, lutas e conquistas”, de Tailor Lima, em meados de 1888, José Marimon fundou a primeira vindima com vinhedos plantados no sistema espaldeira. Nesta, havia o plantio de videiras de uvas finas importadas da Europa. “No ano de 1923, a Granja Seival conquista a medalha de ouro na Exposição Centenário, no Rio de Janeiro”, informa Lima em seu livro.

Uma das atuais vinícolas nasceu no ano de 2000, com a aquisição das terras por parte da família Miolo e a ideia de um vinhedo. Em 2001, começou-se a instalação das videiras atuais. Miguel Almeida, enólogo da Miolo, falou sobre a produção nos campos da região. “O Seival atual representa essa ideia da família Miolo procurar outros lugares para a produção de vinhos. Atualmente, há 200 hectares e é o projeto pioneiro da família Miolo”, conta Almeida, enfatizando que na localidade há castas diferentes que até então não eram plantadas no Brasil, sendo a Miolo a primeira vinícola a realizar este plantio.

O enólogo destaca que o Seival representa o resultado mais puro e mais bonito em vinhos, além do maior potencial de crescimento nas uvas e nos vinhos já produzidos, bem como em produções futuras.

Pampa Sul

A obra da implantação da Usina Termoelétrica Pampa Sul teve início em agosto de 2015. E desde junho de 2019, com a obra já concluída, a Usina está em operação comercial e entrega energia elétrica ao sistema.

De acordo com gerente da Pampa Sul, Daniel Mahl, desde o início da implantação da UTE em Seival, a empresa se preocupou em estabelecer um relacionamento transparente e confiável, buscando ouvir a comunidade, prestando informações e estando atenta às demandas. “Neste sentido, desenvolvemos uma série de parcerias, principalmente intermediadas pela Associação de Moradores, Escola Seival com sua Associação de Pais e Mestres, e Escola Infantil Gente Feliz para entregar à comunidade propostas e ações que beneficiassem a todos e que atendessem às necessidades do bairro”, disse.

Desta forma, o gerente deu alguns exemplos de melhorias que a empresa forneceu ao bairro. Entre elas está reformas da Unidade Básica de Saúde (UBS), construção da praça, doação de um novo reservatório de água, execução de cursos de qualificação profissional e o apoio nos eventos promovidos. “E ainda, as atividades constantes de educação ambiental e comunicação social, que são executadas em Seival e que têm contribuído para a melhora na qualidade de vida e fortalecimento da cidadania no bairro”, pontuou.

Mahl ainda destacou que as atividades continuam em andamento e os vínculos se estabeleceram de maneira sólida: “O diálogo é constante, e sempre objetivando uma presença construtiva e de parceria da Pampa Sul com Seival”. Ao citar a importância da localidade para a empresa, o gerente disse que Seival é o bairro da UTE Pampa Sul. “A vizinhança mais próxima e o foco de atenção especial do empreendimento”, finalizou.

 

 

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