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Pesquisa revela que taxa de suicídio em Bagé foi 30% inferior à estadual entre 2017 e 2019

Dados foram divulgados no Setembro Amarelo, destinado à promoção da vida e a prevenção ao suicídio

Em 11/09/2021 às 08:20h
Jaqueline Muza

por Jaqueline Muza

Pesquisa revela que taxa de suicídio em Bagé foi 30% inferior à estadual entre 2017 e 2019 | Cidade | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Foto: Divulgação

Um estudo da pesquisadora Maria Cristina Franck, perita criminal do Departamento de Perícias Laboratoriais do Instituto Geral de Perícias do Rio Grande do Sul (IGP-RS), mapeou os casos de suicídio registrados no Rio Grande do Sul entre 2017 e 2019. Os casos foram catalogados quanto à idade, gênero, raça, horário, região, dia da semana, entre outras variáveis, consultados do IGP-RS e da Secretaria de Segurança Pública do Estado.

De acordo com a pesquisadora, que trabalha no IGP-RS há 16 anos, em Bagé houve uma queda no número de suicídios de 2018 para 2019. Ela salienta que no período foram 29 vítimas, sendo 6,7 casos/100 mil habitantes em 2017, 10,8 casos/100 mil habitantes em 2018 e 6,6 casos/100 mil habitantes em 2019. Ainda, segundo Maria Cristina, 80% das vítimas eram do sexo masculino, 38% da faixa etária dos adultos, 55% dos idosos, 59% utilizaram o enforcamento e 20% arma de fogo.

No total do Estado foram analisados 4.017 suicídios (11,8 casos/100 mil habitantes/ano). Para isso, foram consultados os boletins de ocorrência e laudos periciais, gerando um estudo descritivo e transversal, com análises de correspondência múltipla e modelos de regressão logística. Em sua maioria, as vítimas do Rio Grande do Sul foram do sexo masculino (79,8%) e da raça branca (90,5%). Os idosos (60 anos ou mais) apresentaram a maior taxa, 26,2/100 mil habitantes/ano. O período da noite mostrou-se associado aos adolescentes, ao uso de arma de fogo e às vítimas com histórico policial positivo. Os dias úteis associaram-se aos idosos, às vítimas com ausência parental no registro de nascimento e ao período da manhã. A idade das vítimas variou de 7 a 101 anos, sendo de 55 a 59 a faixa etária mais freqüente entre o sexo masculino e de 45 a 54 anos, entre o feminino.

Maria Cristina conta que a pesquisa integra sua tese de doutorado e, no início, como tem formação em Farmácia, tentou apresentar somente dados toxicológicos. Porém, devido a diversas características e peculiaridades, acabou dividindo em vários pontos. “O suicídio é um grave problema de saúde pública no estado do Rio Grande do Sul e o trabalho objetivou determinar o perfil epidemiológico e geográfico, incluindo correlações entre as variáveis relacionadas às vítimas de 2017 a 2019.”, relata.

A depressão é a causa atribuída com mais frequência (26% das ocorrências policiais), seguida por problemas de relacionamento (7,2%) e de saúde (6%). A ausência parental – falta de registro do nome do pai na certidão de nascimento – foi observada em 6% dos casos e mostrou-se frequentemente associada às vítimas jovens (15-29 anos).

As regiões que apresentaram as taxas mais elevadas foram a Vale do Rio Pardo e Médio Alto Uruguai, com médias de 21,6 e 19,5 casos/100 mil habitantes, respectivamente. O município de Venâncio Aires apresentou a maior taxa do Estado: 30,0 casos/100 mil habitantes/ano, chegando a uma taxa de 99,2 dentre os idosos.

Histórico policial
O estudo também levou em conta se o cidadão tinha antecedentes criminais, ou seja, se constava como indiciado, acusado, autor, infrator, suspeito ou foragido em algum registro policial. Isso foi observado em 40,7% dos casos. Dentre as vítimas com ausência parental, ela observou um aumento de 2,7 vezes na chance de haver histórico policial positivo.

Os resultados foram publicados nas revistas científicas Brazilian Journal of Forensic Sciences, Medical Law and Bioethic e Epidemiologia e Serviços de Saúde e fazem parte da tese de Doutorado (UFRGS) da autora. “O trabalho pericial pode auxiliar os serviços de saúde na compreensão e enfrentamento desse fenômeno com dados locais, atuais e importantes correlações. A análise epidemiológica pode ser o ponto de partida para vários outros estudos. Esses dados podem subsidiar a elaboração de políticas públicas e a atuação dos órgãos de saúde e assistência social”, afirma Maria Cristina.

O próximo passo é a publicação do estudo direcionado ao perfil dos jovens (15-29 anos) abrangendo todos os casos de 2017 a 2019, com base nos laudos que analisam a presença de álcool, drogas ilícitas e medicamentos na urina e no sangue dos indivíduos.

Conforme o estudo, a taxa de mortalidade por suicídio no Brasil é 6,5 casos/100 mil habitantes, no Rio Grande do Sul é 11,8 casos/100 mil habitantes, na região da Campanha 10,6 casos/100 mil habitantes, e em Bagé 8,0 casos/100 mil habitantes

No Estado houve um aumento das taxas entre 2017 e 2019. Em 2017, foram 11,3 casos/100 mil habitantes, em 2018 11,3 casos/100 mil habitantes e em 2019, 12,8 casos/100 mil habitantes.

De acordo com Maria Cristina, entre os aspectos observados mais relevantes, destaca-se o fato de 310 (7,7%) vítimas já terem tentado o suicídio antes e de 444 (11,1%) terem avisado alguém da sua intenção. “Se a população tivesse mais preparo, informações e soubesse onde e como buscar auxílio, talvez essas vidas teriam sido salvas. Falar sobre suicídio é importante”, enfatiza.

Setembro amarelo
O mês de setembro marca a promoção da vida e a prevenção ao suicídio, dentro do Setembro Amarelo. Em Bagé, a rede de saúde mental, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e Atenção à Pessoa com Deficiência, realiza uma série de atividades durante todo o mês, para reforçar a data.

A 4ª Jornada da Saúde Mental começou no dia 8 de setembro, com uma palestra sobre “Ações de alinhamento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no Setembro Amarelo”. A extensa programação continua até o dia 28, com rodas de conversa, palestras motivacionais e técnicas. Entre os temas que serão abordados estão a atenção aos sinais sobre depressão, o tabu que envolve o suicídio, a valorização da escuta solidária e o Setembro Amarelo o ano todo.
A coordenadora de Saúde Mental do município, Carla Finger, reforça que as atividades acontecem tanto para fortalecer os profissionais que trabalham nesta área quanto os pacientes. “Será um mês intenso de capacitação e reflexão”, resume.

Segundo Carla é muito importante falar sobre o tema e capacitar os profissionais que trabalham o ano todo dentro dos Caps. Ela salienta que o suicídio tem inúmeras causas e não afeta apenas a vitima e sim familiares e amigos. “É importante a participação de todos nessa prevenção”, relata.
A rede de saúde mental do município conta com o CAPS II – Saúde Mental, CAPS Álcool e Drogas (CAPS AD), CAPS I Infanto Juvenil, Residência Terapêutica e Casa de Acolhimento.

Programação
12/09/2021
15h, Palestra motivacional
Local : residência terapêutica
Grupo da igreja Wesleyana

13/09/2021 (Segunda-feira)
14h: Roda de Conversa
Local:Centro do Idoso
Psicólogo Marcelo Motta: “A Saúde mental da população LGBTQIAP+

Dias 14, 21 e 28/09/2021 (Terças-feiras)
13h30: Psicoeducação em Sala de Espera com estagiárias de Psicologia e profissionais do CAPSI  tema: "Sempre tem Saída - Escolha a Vida! Público Alvo: Usuários e Profissionais da Unidade

Data 14/09/2021
15h: CAIC - Roda de Conversa- Grupo da igreja Wesleyana
Titulo: “Combatendo o Tabu que envolve o tema suicídio”
Palestrante : psicóloga Rosilei Machado

15/09/2021 (Quarta-feira)
15h: Roda de Conversa - Sá Monmany
Palestrante Rosilei Machado
Titulo: “Combatendo o Tabu que envolve o tema suicídio”

16/09/2021 (Quinta-feira)
9h30min: Roda de Conversa - Unidade de Pronto Atendimento (Upa)
Palestrante: Enfermeira Diná Santos
Tema: "Dialogando sobre os Mitos e Verdades referentes ao Comportamento Suicido"
14h: Roda de Conversa ESF Castro Alves
Palestrante: Psicóloga Louice Reis
Titulo : Fiquem atentos aos sinais , Todas as vidas importam !

22/09/2021 (Quarta-feira)
14h: Palestra interativa
Palestrante: Psicóloga Fabiane Gonçalves
Titulo: Setembro Amarelo: A valorização da escuta solidária e seus efeitos para quem desempenha

23/09/2021 (Quinta-feira)
15h: Roda de Conversa ESF Arvorezinha
Palestrante: Psicóloga Valesca de Oliveira
Setembro amarelo : A importância de cuidar quem cuida

27/09/2021 (Segunda-feira)
15h: Roda de Conversa
ESF Centro Social Urbano
Palestrante: Psicóloga Valesca de Oliveira
Setembro amarelo : A importância de cuidar quem cuida

Data 28/09/2021 (Terça-feira)
16h: Roda de Conversa Caps I
Palestrante: Psicóloga Dilce Aguzzi
Título: "Amarelo o Ano Todo”

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