MENU

Identifique-se!

Se já é assinante informe seus dados de acesso abaixo para usufruir de seu plano de assinatura. Utilize o link "Lembrar Senha" caso tenha esquecido sua senha de acesso. Lembrar sua senha
Área do Assinante | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler

Ainda não assina o
Minuano On-line?

Diversos planos que se encaixam nas suas necessidades e possibilidades.
Clique abaixo, conheça nossos planos e aproveite as vantagens de ler o Minuano em qualquer lugar que você esteja, na cidade, no campo, na praia ou no exterior.
CONHEÇA OS PLANOS

ELLAS

A humanidade dos vaga-lumes

Aline Fontoura de Leon | Escritora e Poetisa

Em 24/04/2021 às 00:09h
Viviane Becker

por Viviane Becker

A humanidade dos vaga-lumes | ELLAS | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler

Uma das lembranças mais bonitas que tenho da infância era quando, ao visitar meus avós paternos, que viviam em uma propriedade rural no interior de Dom Pedrito, deparava-me, à noite, com uma porção de vaga-lumes. Lembro, como se fosse ontem, que, no verão, após a janta, sentávamos todos na frente da casa para conversar. Era quando eles apareciam, como se estivessem esperando a plateia para começar o espetáculo.

Surgiam como pontos de luz no pasto e eu, na minha fértil imaginação infantil, pensava ser aquilo algo mágico encomendado por meus avós para a distração dos netos ser completa. Ficava fascinada, olhando e refletindo como seria possível feixes de luzes aparecerem no meio do nada. Salpicavam em vários lugares e piscavam alternadamente. Era realmente um momento para nunca mais ser esquecido. Talvez, por isso, eu consiga fechar os olhos e sentir aquela cena ainda tão viva em minhas memórias.  

Estimulada por meu avô, saía a caçá-los e depois os colocava em um vidro para que ficassem ainda mais visíveis. Claro que, presos, não tinham a mesma magia de quando estavam livres. Mas era rápido. Em seguida eu os soltava para que voltassem ao hábitat natural. Era somente para ter a certeza de que não era fruto da minha fantasia. Eles, de fato, existiam!

Eu cresci, meus avós partiram deste plano terrestre, mas os vaga-lumes ficaram comigo. Tão pequenos e tão poderosos. Ensinaram-me que “tamanho não é documento” e que procurar fora a claridade que temos dentro de nós é um enorme equívoco. Cada um tem o seu lugar no mundo. Para brilhar não é imprescindível um grande feito que eleve nosso nome à posteridade. Não necessitamos de refletores que forneçam luz artificial. Basta ser alguém digno e pronto: a luz se faz naturalmente. 

Nessa minha existência já me deparei, várias vezes, com vaga-lumes em forma de gente em muitos lugares. Pessoas com tanta força e caráter que iluminam qualquer pequeno espaço onde se façam presentes.

Ser vaga-lume é entender que não importa a posição que você ocupa, mas sim o que você representa e qual legado deixará para o mundo no qual está inserido. Ser vaga-lume é iluminar sem esperar espectadores. 

É simplesmente apresentar o espetáculo despretensiosamente...

Galeria de Imagens
PLANTÃO 24 HORAS

(53) 99971-9480

jornal@minuano.urcamp.edu.br
SETOR COMERCIAL

(53) 3242.7693

jornal@minuano.urcamp.edu.br
CENTRAL DO ASSINANTE

(53) 3241.6377

jornal@minuano.urcamp.edu.br