Arte e Cultura

terça-feira, 12 de novembro de 2013 às 22:30

Os 60 anos do ensino superior em Bagé

Quando um grupo de abnegados educadores não poupou esforços para criar a primeira graduação da região, poucos acreditaram no sonho. Graças à perseverança e inteligência destas pessoas, Bagé, hoje, se tornou em um polo educacional na Metade Sul do Estado. Em um período conturbado da História brasileira - Era Vargas - eles imaginaram o futuro da cidade e dos cidadãos. Há exatos 60 anos fundavam a Faculdade de Ciências Econômicas, em 19 de novembro de 1953, que funcionou, inicialmente, na Escola Estadual Silveira Martins. Um curso que seria a gênese do ensino superior na Rainha da Fronteira. Uma entrevista com um dos alunos da primeira turma e um artigo do historiador Cláudio de Leão Lemieszek, nesta edição, nos transportam à década de 1950.

Aos 86 anos, fumante e com sete pontes de safena, Pereira ainda trabalha em seu escritório em Bagé - Créditos: Francisco de Assis
Aos 86 anos, fumante e com sete pontes de safena, Pereira ainda trabalha em seu escritório em BagéFrancisco de Assis
Cláudio de Leão Lemieszek - Créditos: ArquivoDr. Antenor, um dos principais envolvidos na  fundação da faculdade, hoje dá nome ao Geteco   - Créditos: ArquivoPereira mostra, na parede, o diploma de bacharelado em ciências econômicas - Créditos: Francisco de Assis

No mesmo ano em que Getúlio Dornelles Vargas criava o Ministério da Saúde e sancionava a lei que originava a Petrobras, no Palácio do Catete, Rio de Janeiro, capital do Brasil, eles fundavam a Faculdade de Ciências Econômicas de Bagé, nas dependências da Associação Comercial, em uma solenidade no ano de 1953.
E um dos poucos alunos ainda vivos daquela primeira turma de formandos (todos os professores morreram), que colaram grau em 1958, é o contador e economista Terêncio José de Lima Pereira. Aos 86 anos (completados ontem) Pereira mantém seu escritório de contabilidade na Avenida Marechal Floriano, 845, onde exerce há mais de seis décadas o ofício que aprendeu dentro da primeira instituição de ensino superior de Bagé.
Àquela época Bagé dispunha apenas de cursos técnicos e Pereira era um dos alunos. Concluiu o técnico em contabilidade no Geteco e, imediatamente, esteve empregado na antiga Ferragem Valente, como auxiliar. Por dois anos desempenhou funções bem mais complexas do que um simples assistente, e foi incumbido a realizar os livros razão e diário de uma nova loja que a empresa inaugurava. Assumiu atribuições de um contador graduado e, de um salário mínimo, passou a ganhar três. Isso em 1950. Em 1952 montaria seu próprio escritório. 
Pereira enche-se de orgulho contando como iniciou na carreira por que é apaixonado. A Faculdade de Economia iria potencializar o dom que Deus dá àqueles que nascem para lidar com ciências exatas. Abriu um exemplar do Correio do Sul, de 1958, e mostrou altivo uma reportagem sobre seu escritório que estava em novo endereço. "Aqui foi o dia em chegaram os móveis de aço".           
Hoje, pensando em parar com as atividades, rememora os professores que tornaram o sonho da graduação em realidade, e cita um a um sem errar nome e sobrenome: "O Telmo Candiota da Rosa, o Antenor Gonçalves Pereira, o José Rochinhas, o João Coronel Saes. Eram pessoas abnegadas, verdadeiras vigas mestras da educação. Seus nomes deveriam estar em um pedestal, dando nome a ruas e praças", iniciou o contabilista. 
Para ele, uma cidade que não tem ensino superior, não tem nada. "A Faculdade de Ciências Econômicas abriu as portas para os demais cursos instituídos", disse, relembrando o empenho dos professores que davam aula de graça. "Os professores me formaram sem ganhar um centavo. Davam aula de graça, pois sabiam que a instituição, por ser nova, não tinha condições de pagar salários". E lamentou algumas gestões que levaram a Fundação Áttila Taborda (FAT), mantenedora da Universidade da Região da Campanha (Urcamp), às atuais condições em que se encontram. "Porque foi a Faculdade de Economia que deu origem a tudo isso", lembrou.         
Pereira seguiu os passos de seus mestres sem degenerar. Também deu aula de graça depois de formado, na mesma instituição em que se tornou bacharel, que funcionava onde hoje é a Escola Estadual Silveira Martins. Relembrou dois colegas que percorriam mais de 200 quilômetros todos os dias, vindos de Jaguarão: "Eles vinham pelo Uruguai e a guarda começou a desconfiar. Revistava o carro deles sempre. 'Ora vir de Jaguarão estudar'. Os guardas pensavam que eles estavam trazendo droga", insinuou rindo. 
Infelizmente seu escritório de contabilidade, construído com o conhecimento adquirido lá atrás, não terá um continuador, visto que o único filho a seguir a carreira do pai perdeu a visão por causa de uma diabete, há quatro anos. As outras três filhas optaram pelas ciências jurídicas e da saúde. Os netos também enveredaram para o direito. E os bisnetos ainda estão muito novos. Mesmo fumante e com sete pontes de safena, não se mostra inquieto: "A vida não foi feita para se ter preocupação". 
Quer deixar um pouco do conhecimento aos que virão. Acabou de doar mais de 700 livros de contabilidade e administração ao Sindicato dos Contabilistas de Bagé. Biblioteca que, por sinal, leva seu nome. 
Hoje Pereira é um dos poucos testemunhos orais daquele início de mudança na educação de Bagé. Parece ter aprendido com seus docentes, os quais não economiza elogios. Sabe que, de uma iniciativa, muitos frutos podem surgir. Pois 60 anos depois da fundação da Faculdade de Ciências Econômicas, Bagé conta, atualmente, com cinco instituições de ensino superior, e luta pela implantação de um curso de Medicina. E muito disso se deve aos visionários de 1953.
 
Os frutos da árvore plantada em 1953
 
Depois da fundação da Faculdade de Ciências Econômicas, em 1953, posteriormente, em 1955, surgia a Faculdade Católica de Filosofia, Ciências e Letras, extensão da Universidade Católica de Pelotas. E, em 1960, foram autorizados os cursos de Pintura e Música no Instituto Municipal de Belas Artes (Imba).
Em 1969 era criada a Fundação Universidade de Bagé, depois transformada em Fundação Áttila Taborda (FAT). Num processo natural de expansão foram autorizados novos cursos e, consequentemente, surgiram novas unidades de ensino: Faculdade de Direito, em 1969; Faculdade de Educação Física, em 1972; Faculdade de Medicina Veterinária e Faculdade de Agronomia, em 1976. 
Depois se configurou a estrutura das Faculdades Unidas de Bagé (Funba) mantidas pela FAT, caracterizada como instituição educacional autônoma do ponto de vista econômico-administrativo. Na oportunidade a instituição oferecia 18 cursos superiores, todos reconhecidos pelo Conselho Federal de Educação. 
E em 1989 foi criada a Universidade da Região da Campanha (Urcamp), através da Portaria 052, de 16 de fevereiro, atualmente estruturada em oito campus universitários em Alegrete, Bagé, Caçapava do Sul, Dom Pedrito, Itaqui, Sant'Ana do Livramento, São Borja e São Gabriel.  
Além da Urcamp, Bagé conta, hoje, com a Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Instituto de Desenvolvimento Educacional do Alto Uruguai (Faculdade Ideau), Universidade Estadual do Rio grande do Sul (Uergs) e o Centro Universitário  Uninter.
 
Faculdade de Ciências Econômicas: 60 anos
Uma breve cronologia
 
Sempre é agradável recordar acontecimentos que marcaram a história de Bagé, especialmente aqueles que sinalizaram o progresso do município e a cultura de seu povo. Este é o caso, por exemplo, da fundação da Faculdade de Economia ocorrida em 19 de novembro de 1953.
Desde sempre, Bagé empenhou-se em oferecer melhor qualidade de ensino aos seus filhos. Foram lutas que reuniram os governantes e a comunidade para alcançar a vitória desejada. Assim aconteceu no início do século 20, com a instalação dos primeiros ginásios (hoje cursos de ensino médio) entre 1904 e 1905, em Bagé, e em meados do mesmo século, quando começou a funcionar o primeiro ginásio noturno gratuito no Colégio Carlos Kluwe.
Com o ensino superior não foi diferente. Os bajeenses vivenciaram sonhos fantásticos, como o de ver implantada, no longínquo ano de 1919, a universidade binacional, em Aceguá. Compromisso assumido pelo Uruguai como pagamento ao Brasil pelas dívidas contraídas ainda durante a Guerra do Paraguai. 
Abstraindo os sonhos, a história registra árduas, mas vitoriosas batalhas, em prol do ensino universitário, como foi o caso da fundação do primeiro curso superior da Fronteira Oeste do Estado - a Faculdade de Economia - evento este marcado pelo espírito de renúncia e denodo com que se entregaram à causa um abnegado grupo de lideranças bajeenses. Desde o final do ano de 1951, e já nos primeiros dias do ano seguinte, eram cada vez mais frequentes as conversas informais entre figuras representativas dos vários segmentos sociais, com vista à criação de uma faculdade em Bagé.
O assunto foi se tornando sério e a proposta começou a tomar forma quando, em 20 de setembro de 1952, em concorrida reunião que lotou os salões da Associação Comercial, uma verdadeira legião de entusiastas, homens e mulheres visionários, porém crentes no sucesso da empreitada, fundaram a Associação de Cultura Técnica e Econômica, que haveria de ser a mantenedora e fundadora da Faculdade de Ciências Econômicas de Bagé.
No sentido de resgatar a memória histórica da cidade e homenagear aqueles bajeenses pioneiros, impõe-se apontar alguns nomes que compuseram a primeira diretoria da Associação de Cultura Técnica e Econômica: presidente - Antenor Gonçalves Pereira; vice-presidente - Darci Quintana; secretária - Clara Haag; tesoureiro - João Coronel Saes. Já o Conselho Administrativo era composto, dentre outros, pelos seguintes nomes: Goar Duarte, Cândida Canteira Neto, Augusto Pinheiro Grande, Geci Gonçalves Pereira, Élida Costa, Lígia Almeida e José Rochinhas.
A consciência da importância, da repercussão e do sucesso da empreitada estava impressa nas palavras de João Coronel Saes, proferidas no discurso ao encerramento do evento, quando colocava em relevo o "índice de elevado grau de cultura de nossa gente, vivamente interessada em projetar Bagé além-fronteiras, pela difusão do ensino e pelo melhoramento do saber, fonte inesgotável de bem-estar e de grandeza".
O último trimestre de 1952 serviu para a realização de inúmeras reuniões e trabalhos preparatórios destinados à criação do primeiro curso superior de Bagé. O entusiasmo era contagiante e o apoio chegava dos mais diversos segmentos da sociedade bajeense.
No dia 29 de outubro, novamente na sede da Associação Comercial, aconteceu a mais importante de todas as reuniões. Na ocasião, foram aprovados os estatutos da Associação da Cultura Técnica e Econômica (ACTE) entidade mantenedora e fundadora da Faculdade de Economia.
Como corriam adiantados também os trabalhos de preparação da documentação e montagem do projeto a ser encaminhado ao Ministério de Educação, imediatamente a diretoria da ACTE tratou de oficializar convite para visitação à nossa cidade ao reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Dr. Eliseu Paglioli, acompanhado do diretor da Faculdade de Economia dessa Universidade, professor Peri Pinto Diniz, e do diretor da Faculdade de Direito de Pelotas, Dr. Bruno Mendonça Lima. Cumpre ressaltar que todos eram proeminentes autoridades do ensino superior no estado e que já se haviam manifestado favoráveis ao nascimento do ensino universitário em Bagé, ao mesmo tempo em que se dispuseram a colaborar com suas experiências para os atos preliminares da fundação da Faculdade de Economia em nossa cidade.
Um verdadeiro batalhão de autoridades civis e militares compareceu no aeroporto Comandante Kramer, no dia 5 de janeiro de 1953, para recepcionar o reitor.
Depois de visitar a Prefeitura, a Câmara de Vereadores e diversos outros importantes órgãos da cidade, a comitiva do reitor da Ufrgs reuniu-se com a diretoria da ACTE na Escola Silveira Martins, local onde funcionaria a Faculdade de Economia, ocasião em que tomou contato com a documentação já existente, destinada a tornar realidade aquela que, na época, seria a mais gigantesca obra no campo educacional na fronteira oeste do estado.
À noite Paglioli foi homenageado com um jantar, no Hotel Brasil, e foi neste momento que o reitor, depois de enfatizar que, "sempre fui contra todas as centralizações, principalmente contra a centralização do ensino", ofereceu sua colaboração. Indicou, assim, o professor Peri Diniz para supervisionar e apoiar o projeto que criaria o primeiro curso superior da Rainha da Fronteira. Todos deixaram o salão do Hotel Brasil com a certeza de que estava praticamente criada a Faculdade de Economia de Bagé.
Alguns dias depois, seguiram para Porto Alegre Élida Costa e Geci G. Pereira, incumbidas de diversas gestões e preparo da documentação necessária, enquanto em Bagé prosseguiam os trabalhos para encaminhar o projeto final ao Ministério de Educação, juntamente com a solicitação da inspeção prévia indispensável. 
A verdade é que a cada novo passo dado pela direção da ACTE, sob a incontestável liderança de Dr. Antenor, a empolgação tomava conta da sociedade bajeense, que acreditava que ainda naquele ano seria possível obter a licença para funcionamento da faculdade.
Durante os meses seguintes, o ritmo de trabalho intensificou-se. Foram criadas comissões específicas para tratar de cada uma das exigências legais para a estruturação final da faculdade. Diversas reuniões e viagens foram realizadas com o mesmo fim e o vereador Dr. Antenor, maior avalista da criação da Faculdade de Economia, tratava de buscar apoio político à causa que, certamente, tornar-se-ia o novo marco da emancipação cultural do município.
Quase ao final do ano de 1953, o projeto com a necessária documentação estava pronto para ser encaminhado ao Ministério de Educação.
Finalmente, na noite de 19 de novembro de 1953, no salão nobre da Associação Comercial, diante de uma entusiasmada e comovida plateia, aconteceu o ato solene de fundação da Faculdade de Economia de Bagé.
A solenidade teve o brilho e a culminância apoteótica característica de todos os atos de elevado alcance sociocultural. Dr. Antenor abriu os trabalhos enaltecendo a colaboração de cada um dos envolvidos no projeto e de toda a comunidade. Após, discursou o Dr. Telmo Candiota da Rosa, que voltou a falar sobre a "descentralização do ensino e a influência que a faculdade virá trazer ao nosso meio na formação de uma mentalidade universitária". Dr. Telmo aproveitou, ainda, para criticar os derrotistas e pessimistas, já que havia entre os bajeenses aqueles que deram às costas ao projeto.
Também discursaram o Gen. Correia Lima, que destacou a importância do preparo intelectual da juventude brasileira e, logo a seguir, o diretor do jornal Correio do Sul, advogado Paulo Thompson Flores, o qual ressaltou as vantagens que o ensino superior proporcionaria a Bagé, assim como o papel da educação na formação da nacionalidade.
O último discurso talvez fosse o mais aguardado pela segurança que poderia oferecer ao futuro da faculdade. Falou, então, o prefeito municipal, Dr. João Batista Fico, que não decepcionando os convivas, depois de elogiar os fundadores da Faculdade de Economia, garantiu o "amplo e irrestrito apoio ao primeiro estabelecimento de ensino superior fundado em Bagé". Aliás, a ACTE contava sustentar o curso com recursos das inscrições, com auxílios dos poderes públicos e também da indústria e do comércio local. Mais à frente sonhava a entidade com uma possível incorporação pela Ufrgs, possibilidade aventada por Paglioli, quando de sua visita a Bagé.
Em seguida, tomado pela emoção, Dr. Antenor, de modo solene e oficial, colocou em votação o projeto que criava a Faculdade de Ciências Econômicas de Bagé, que foi aprovado por unanimidade pelos presentes, sob efusiva salva de palmas.
Logo após, foi procedida a eleição da direção da faculdade, tendo sido escolhidos, por aclamação: diretor - João Lira de Faria; vice-diretor - Hermenegildo Machado; secretário - Telmo Candiota da Rosa; secretárias - Elida Rodrigues Costa e Geci Gonçalves Pereira.
Na mesma ocasião foi anunciado o corpo docente: Telmo C. da Rosa, João Lira Faria, Paulo Thompson Flores, Luiz Maria Ferraz, Antenor G. Pereira, Bruno Petry, Darci Quintana, José F. Rochinhas, João Coronel Saes, Jayme da Silva Tavares, Hermenegildo Machado, Lígia Almeida, Elida Costa. É preciso salientar que tal corpo docente não foi necessariamente o mesmo de quando efetivamente iniciaram as aulas. Outros nomes vieram a se somar a estes, tais como: Eduardo Contreiras Rodrigues, Breno Ficher, Carlos Augusto Rezende, Nairo Codevilla, Osvaldo Moraes, Justino Quintana e João Didonet Neto, entre outros.
No dia seguinte, foi oficialmente instalada a secretaria da Faculdade de Economia em uma das salas do Grupo Escolar Silveira Martins, já devidamente aparelhada para receber a comissão de inspetores que deveria dar o parecer final para a legalização da instituição.
Na verdade, o trabalho da comissão de fiscalização e a tramitação do processo, junto ao Ministério de Educação, ocuparam todo o ano de 1954, e somente em 31 de março de 1955, o presidente da República Café Filho assinou o Decreto 37.109, que autorizava o funcionamento da Faculdade de Economia de Bagé.
Foram enormes as dificuldades para o êxito final da empreitada a que se lançaram os educadores bajeenses, mas, ao final, o grande timoneiro dessa vitoriosa jornada, Dr. Antenor, pôde comemorar com seus companheiros dizendo que "a palavra empenhada aos jovens da fronteira oeste, de que Bagé teria sua faculdade, está cumprida".
É oportuno destacar que Dr. Antenor, imediatamente após esta conquista, já começava a dar os primeiros passos para colocar em execução seu plano de criar a Universidade da Fronteira Oeste, que contaria inicialmente com os cursos de Filosofia, Farmácia, Odontologia, Direito, Agronomia e Medicina Veterinária. As primeiras reuniões para a criação da Faculdade de Filosofia aconteceram ainda em 1955, sob a liderança de Dr. Antenor.
Quanto à Faculdade de Economia, registre-se que uma vez autorizado seu funcionamento, imediatamente foi publicado o edital para o vestibular que previa inscrições entre os dias 14 a 16 de abril de 1955 e a realização das provas no período de 20 a 23 do mesmo mês e ano.
Dos 27 candidatos que prestaram exames, 13 foram aprovados: Augusto Pinheiro Grande, Cleo Carvalho Nunes, Jonathas Torales, Diva Ricalde Suñe, Altair Galvão de Souza, Wanda Fagundes, José Dagoberto Pereira, Ernesto Wayne, Luís Gonzaga Garcia, Afonso Ribeiro, Terêncio de Lima Pereira, Nadir Quintana e Pedro Balthazar da Silva Filho. A aula inaugural aconteceu dia 27 de abril de 1955.
 
Cláudio de Leão Lemieszek
Arquivo Público Municipal
Museu Dom Diogo de Souza
Núcleo de Pesquisas Tarcisio Taborda
 
 

 


Por: Felipe Severo

 
Pesquisar