Afonso Motta

sexta-feira, 1 de novembro de 2013 às 21:58

Governo digital

É importante formar uma rede e produzir conteúdo para um governo digital.

Mas isto não é suficiente para ter efetividade, digo na linguagem digital, viabilidade. Até porque não basta transportar todas as políticas públicas e digitalizar os procedimentos. É preciso agir com inteligência, o governo deve ser sensitivo. É muito mais do que colocar informações na rede. O objetivo não é só fazer pesquisa para obter informações e acessos, mas cativar o cidadão. Comentários, opiniões e contribuições. Com essas possibilidades, as pessoas irão acessar. O desafio é transformar esses conteúdos em informações úteis e relevantes, que, através da efetividade, garantam também o essencial para qualquer governo, que é a implementação da política pública. Fazer acontecer através do processo digital. Só faz sentido essa concepção, por exemplo, nos serviços de saúde pública, se melhorar o atendimento de forma objetiva, garantir um leito ou médico especializado, contribuir para eliminar as filas e facilitar a entrada e a saída nas unidades hospitalares. Tem de acontecer como na atualidade ocorre nos aeroportos e na aquisição de passagens áreas, claro que com outra natureza e essencialidade, que ocupa os lugares, garante rapidez e, de qualquer lugar, assegura às pessoas acesso e atendimento de qualidade. Como todos estão na rede, o governo digital passa a ser também uma questão de engajamento, de cidadania pela participação permanente. Substitui a prática de reuniões, do assembleísmo que precisa ser convocado para um encontro físico, a qualquer hora, sempre disponível. Um governo digital obrigatoriamente há de ser transparente. Impede a corrupção e está sempre aberto ao acolhimento das críticas e contribuições de todos. Tudo para dizer que também o conteúdo deve passar a ter um novo formato. Mais sucinto e objetivo com relação às demandas e às grandes questões de interesse do Estado. Conteúdo enxuto, dando respostas, mesmo que negativas, em substituição à conversa fiada, longos discursos demagógicos e precária realização. A principal característica da digitalização é a velocidade, inadmissível, pois, que os processos se arrastem por muito tempo sem solução. Todos estarão acompanhando e avaliando o governo permanentemente. Portanto, um governo digital pode ter esse contorno e outros mais que o tempo vai conceber e a tecnologia vai ajudar a praticar. Por enquanto é bom que se diga que esta evolução é impositiva e poderá transformar totalmente a relação de poder entre os governos e a sociedade pela virtualidade que faz as políticas dos governos acontecerem. 


Por: Afonso Motta

 
Pesquisar