Dilce H. dos Santos

terça-feira, 21 de março de 2017 às 0:00

Amar o lugar onde se vive pode ser ensinado

Educar para a consciência socioambiental é uma obrigação para a sociedade que compreende que depois da família é no espaço escolar que as aprendizagens significativas marcam o caráter e a personalidade para toda a vida. Por isso mesmo, oportunizar que as crianças e jovens compreendam mais sobre os recursos naturais e suas complexas relações com nosso padrão de vida favorece o desenvolvimento do senso de responsabilidade desde cedo.
Mais do que explorar o tema ecologia e ética de modo interligado a todas as áreas do saber, a educação socioambiental deve alimentar a alma dos pequenos habitantes de emoção pelo local onde vivem. De várias formas, maneiras e atividades, as crianças podem ser despertadas a conhecer seu povo, sua natureza, arquitetura, história e estilo de vida.
Quem conhece onde vive, naturalmente se "encarinha" pelo lugar. E quem tem na memória afetiva experiências vivenciadas nestes espaços da cidade dificilmente será um adulto alheio às mudanças de seu tempo, de seu lugar. Talvez o principal objetivo desta educação seja forjar adultos menos anestesiados e alienados das más decisões que vão desfigurando as características das cidades, como temos visto ao longo dos últimos anos.
As crianças se emocionam com as experiências, se estimulam com o contato da natureza, e dar-lhes vivências com este significado permite aproximá-las de sua aldeia, de modo que tomem posse de seu habitat, e isso é a base para a cidadania, ser pertencente à cidade e saber que ela lhe pertence.
Num crescente senso de afetividade e responsabilidade pode-se trabalhar e desenvolver não só a noção de direitos (amplamente difundida atualmente como conceito de cidadania), mas também de seus deveres, pois é a união inseparável dos dois que faz um cidadão.


Por: Dilce Helena dos Santos - psicóloga

 
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