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segunda-feira, 20 de março de 2017 às 0:00

Entidades ligadas à pecuária se manifestam sobre Operação Carne Fraca

Operação foi deflagrada pela Polícia Federal - Créditos: Fabio Rodrigues/especial
Operação foi deflagrada pela Polícia FederalFabio Rodrigues/especial

A Operação Carne Fraca foi deflagrada na sexta-feira passada pela Polícia Federal. De acordo com as investigações, frigoríficos envolvidos no esquema criminoso "maquiavam" carnes vencidas com ácido ascórbico e as reembalavam para conseguir vendê-las. As empresas, então, subornavam fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para que autorizassem a comercialização do produto sem a devida fiscalização. A carne imprópria para consumo era destinada tanto ao mercado interno quanto à exportação.
Depois do escândalo vir à tona, assustar consumidores e deixar receoso o mercado externo, entidades do setor pecuário se manifestaram sobre o esquema envolvendo um dos mais importantes produtos brasileiros, a carne.
Por meio de nota oficial, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento afirma que o "Serviço de Inspeção Federal brasileiro é considerado um dos mais eficientes e rigorosos do mundo". Segundo o governo, o serviço tem 2,3 mil funcionários que inspecionam 4.837 unidades produtoras habilitadas a exportarem carne para 160 países. "Foi com este serviço que construímos uma reputação de excelência na agropecuária e conseguimos atender às exigências rigorosas de diferentes nações", diz a nota.


Angus

A Associação Brasileira de Angus manifestou, por meio de nota, ter confiança em relação à pecuária nacional e ao comprometimento com a produção de um alimento de qualidade. Desta forma, declara seu apoio integral ao rígido controle dos processos junto às indústrias frigoríficas brasileiras.
Detentora do maior programa de carne taurina do País, a Angus esclarece que todos os cortes produzidos pelo Programa Carne Angus Certificada, e que, portanto, carregam seu selo no rótulo, recebem, além da fiscalização oficial, a chancela extra dos técnicos da entidade. Ou seja, a carne Angus passa por um controle meticuloso que prevê a ação de fiscais próprios em cada uma das plantas frigoríficas parceiras. A nota lembra também que o sistema é auditado pela certificação alemã da Tüv Rheinland, o que permite acesso aos mais exigentes mercados do mundo.

CNA
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) disse considerar lamentável a denúncia de que alguns dos principais frigoríficos do País, com o apoio de uma rede de fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura, estariam envolvidos num esquema de venda ilegal de carnes ao consumidor. Como representante dos produtores rurais, a CNA defende que os fatos envolvendo frigoríficos e fiscais agropecuários sejam apurados com rigor. E que, uma vez comprovados, possam levar à punição exemplar dos envolvidos.

Abiec
Também por meio de nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) ressalta que nenhuma planta de carne bovina, dos seus 29 associados, está citada na denúncia de esquema entre frigoríficos e fiscais agropecuários federais na comercialização de alimentos adulterados. "As indústrias associadas à Abiec seguem rígidas normas e padrões nacionais e internacionais de segurança para a produção e comercialização de carne bovina destinada tanto ao mercado interno quanto aos mais de 133 países para os quais exportamos".
A Abiec afirma que os casos que vieram a público por meio da Operação Carne Fraca são isolados e não representam a imensa cadeia produtiva de carne bovina no Brasil.


Por: Redação

 
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