Divaldo Lara

segunda-feira, 20 de março de 2017 às 0:00

Confiança e desenvolvimento

Semana passada quando participei da abertura oficial dos trabalhos da Associação Comercial e Industrial de Bagé e do Conselho Bajeense da Mulher Empreendedora, na palestra inicial, a cada frase vinha à memória o que tenho ouvido sobre as necessidades de nossa cidade nos últimos dez ou doze anos. E tudo pode ser resumido a uma palavra: desenvolvimento. 
Ao falarmos em obras de infraestrutura, emprego e renda, industrialização, polo proteico, estradas da produção, ruas sem buracos, hospitais equipados, pontes, linhas de transmissão, internet eficiente, enfim, quando sonha-se com uma Bagé forte para a sua gente, volto à palavra que resume o que mais tenho ouvido em minha vida pública, "desenvolvimento".
Outro dia descia as escadas da prefeitura e uma senhora interrompeu minha trajetória para suplicar por um emprego para o seu filho. E eu, que tentei levar esperança de uma cidade com mais oportunidade para o coração daquela mãe, refleti sobre a Bagé que eu quero, que o senhor e a senhora querem, que nossa gente quer. E só consegui pensar que há vários anos temos nos deparado com a migração de bajeenses para a Serra Gaúcha ou para Santa Catarina à procura de emprego. Assistimos a essas viagens como pais indefesos, sem força para fazer melhor que dizer "não vá".
Bagé cresce sem ser planejada, sem ser pensada para acolher seus filhos que necessitam trabalhar, fazer suas vidas, comer, dormir, morar, divertir-se.
Diante daquela plateia de empreendedores, olhos nos olhos, compreendi que falta transmitir-lhes confiança. Falta demonstrar a cada um que vale a pena voltar a acreditar numa cidade com projeto de desenvolvimento, numa cidade que se leve a sério.
Sei que a minha frente estava gente daqui e quem aqui veio para investir, gente que aposta no potencial do município e que muitas vezes esmorece, perde a vivacidade empreendedora porque Bagé não lhes mostra um projeto de querer crescer. Pelo contrário, o projeto que lhes é mostrado sobra estanque, é apático, sem motivação.
Semana passada, lá no Restaurante Betemps, falando para os empreendedores, tive a certeza que lhes falta confiança em uma cidade que saiba o que quer para os seus empresários, falta-lhes confiança em uma infraestrutura que lhes permita trabalhar, faltam serviços municipais que funcionem. Enfim, falta-lhes a certeza de que o prefeito confia nos investidores.
Semana passada, restou-me deixar claro que dá para confiar em Bagé, no trabalho que está sendo realizado pela prefeitura, nos propósitos da atual administração, no projeto desse governo e na palavra desse gestor, porque o gestor confia em quem em qualquer tempo, com sol, chuva e frio, acreditou em Bagé. 
Vamos desenvolver nossa cidade. Mas vamos fazer isso juntos. Para que a falta de confiança seja coisa do passado e possamos dizer: antes faltava confiar, agora confiamos porque participamos dos rumos do desenvolvimento.


Por: Divaldo Lara

 
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