Incêndio do Avenida - 20 Anos

sábado, 18 de março de 2017 às 0:08

Incêndio do Edifício Avenida completa 20 anos

Prédio resistiu às chamas, recuperando sua posição de imponência na principal via da cidade

Edifício é um dos cartões postais da cidade - Créditos: Tiago Rolim de Moura
Edifício é um dos cartões postais da cidadeTiago Rolim de Moura

Uma combinação de fatores influenciou, de maneira decisiva, no desfecho do maior incêndio registrado em Bagé nas últimas duas décadas. O clima foi o primeiro elemento crucial no episódio que marcou a história recente do icônico Edifício Avenida, símbolo da principal via do centro da cidade. O horário, alheio à inércia dos ponteiros instalados no gigantesco relógio que ainda adorna a fachada do antigo prédio rosado, foi igualmente determinante naquela quarta-feira, 19 de março de 1997. "Tudo ocorreu à tarde. Se fosse na madrugada, teríamos uma tragédia", define o sargento do Corpo do Bombeiros, Mário Cesar Vasconcelos Ritta.
As chamas foram percebidas pela polícia de choque, em uma ronda habitual, por volta das 16h45. Em menos de três horas, um grande efetivo, formado por policiais, mais de 100 militares do Exército e cerca de 40 bombeiros, conseguiu organizar o trânsito e conter as labaredas que consumiram o Cine Avenida e parte dos apartamentos concluídos na década de 1960. Como no roteiro de um drama, dividido em, pelo menos, três atos, o vento, em excesso; os equipamentos em falta; e a estiagem, em nova edição, exerceram papéis incontestáveis. O saldo foi de um prejuízo estimado em mais de R$ 3 milhões; sem mortos ou feridos graves.
O processo de revitalização deste cartão postal envolveu, ao menos, nove meses de trabalho, produzindo diferentes desdobramentos. A legislação municipal, a exemplo das condições de infraestrutura para combate de incêndios, por exemplo, avançou por conta da ocorrência no Avenida. Passados 20 anos, bajeenses recordam como suas trajetórias foram modificadas pelo incidente. O tempo não apagou as memórias do fogo e também não conseguiu eliminar um dos principais desafios encontrados naquele fim de verão.


Por: Sidimar Rostan

 
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