Cidade

sábado, 18 de março de 2017 às 0:01

Unidade da Cesa de Bagé pode ser vendida

Estrutura local deve ser incluída em segundo lote - Créditos: Tiago Rolim de Moura
Estrutura local deve ser incluída em segundo loteTiago Rolim de Moura

Desde a gestão do ex-governador, Tarso Genro (PT), a venda das unidades da Companhia Estadual de Silos e Armazenagens (Cesa) é debatida no governo. Um novo lote de venda foi apresentado, nesta quinta-feira, pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação. Mesmo não estando listada entre as seis primeiras unidades colocadas à venda, Bagé ainda pode perder o serviço de armazenagem estadual até o final deste mês.

As seis unidades que foram anunciadas para o primeiro lote de venda são Júlio de Castilhos, Santa Rosa, Nova Prata, Cruz Alta, Santa Bárbara e Passo Fundo. As unidades foram liberadas da penhora para constituir o primeiro lote de licitações do tipo concorrência pelo melhor preço.
A unidade da Rainha da Fronteira não consta na lista primária. Mas há informações de que estaria incluída em um segundo lote, a ser ofertado a partir do segundo semestre deste ano, junto a Erechim, São Gabriel 1 e 2, Cachoeira do Sul e Palmeira das Missões.
O diretor-técnico da companhia, Lúcio do Prado, não confirmou ou rebateu a informações sobre a inclusão de Bagé no segundo lote de venda. Afirmou, apenas, que a situação da unidade será tratada em reunião na próxima segunda-feira , na Associação e Sindicato Rural.
Ele informou que durante o encontro, será assinado um termo de reserva de espaço por duas empresas da iniciativa privada, interessadas em estocar nos silos da unidade. "O governo do Estado está fazendo os investimentos necessários para tornar a unidade mais atrativa para empresas privadas. Nesse momento, estamos apostando nisso. A questão da venda só deve ser tratada em um segundo momento", afirmou.
Com a venda, o Estado espera arrecadar R$ 54 milhões, que serão utilizados para cobrir o valor de uma dívida trabalhista do governo. Do primeiro lote de vendas, todo o valor arrecadado será revertido para o pagamento desta dívida. Já com a possível venda do segundo lote, 60% será utilizado para o pagamento da dívida, 30% para investimentos na companhia e 10% para um fundo para custear outras ações trabalhistas.
Em todo o Estado, a companhia possui 23 unidades, sendo que 18 estão ativas e apenas 12 recebem grãos. Com capacidade de armazenamento de 600 mil toneladas, o total ocupado até agora é de 350 mil toneladas. A de Bagé, tem capacidade de armazenagem de 20 mil toneladas.


Por: Melissa Louçan

 
Pesquisar