Editorial

quarta-feira, 15 de março de 2017 às 0:00

Dia de mobilizações

A frase de Ruy Barbosa se aplica muito bem para o momento que vive o Brasil, no que diz respeito às mobilizações que recomeçam hoje a exemplo do que ocorreu no ano passado. "A pior democracia é preferível à melhor das ditaduras". Ou seja, 2017 começa com mobilizações de diferentes categorias que lutam pelas garantias trabalhistas e contra a reforma da previdência. O ano passado foi um dos piores em termos de crise financeira, descrédito político e a onda de corrupção envolvendo autoridades políticas e empresários. O Rio Grande do Sul figurou nas manchetes em função do endividamento, cortes em serviços essenciais e mobilizações dos servidores públicos insatisfeitos com as conduções administrativas e políticas do atual governo gaúcho. Como o Brasil, onde se aplica a democracia, os trabalhadores saíram às ruas para protestar e hoje retornam outras vez. O magistério gaúcho calejado pelas lutas, começa o ano letivo em ritmo de paralisação. É greve geral nacional da educação que inicia neste 15 de março em todo o Brasil. A reforma da previdência desagrada a diferentes categorias, desde a educação até os pequenos trabalhadores do meio rural.  Policiais Civis, federais e rodoviários federais do Estado realizam hoje, às 10h, um ato público na Praça da Matriz, em Porto Alegre, contra a reforma da previdência. De acordo com nota enviada ao MINUANO, a atividade faz parte dos protestos convocados, para esta quarta-feira, pela União dos Policiais do Brasil (UPB), que representa 32 entidades de profissionais da segurança pública do País, na frente das assembleias legislativas dos estados e do Congresso Nacional, em Brasília.
A data da manifestação foi escolhida em virtude de ser o dia da leitura do relatório da comissão especial que analisa a PEC 287/16 na Câmara dos Deputados. A mobilização faz parte do Dia Nacional de Luta contra o Fim da Aposentadoria, convocada por várias entidades sindicais e movimentos sociais.


Por: Márcia Sousa

 
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