Divaldo Lara

domingo, 12 de março de 2017 às 16:40

Brasil, Bagé e o trabalho por dias melhores

Os analistas econômicos impedem qualquer otimismo, mas muito teimam em afirmar que o Brasil crescerá neste ano.  Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) deve aumentar, mas fecha em zero. Isto porque os dois últimos anos foram de queda.
Porém, essa história de crescimento do Brasil, por vezes, mais parece querer confundir. Porque está muito difícil fazer acontecer, resultado de anos atribulados, em que a irresponsabilidade fiscal vingou. Há quem ouse chamar o ano em que vivemos de período de travessia e passaremos por ele na dependência de uma reforma da previdência e de uma incógnita na questão das dívidas dos estados.
Entre tantos obstáculos, a política internacional ampara o maior deles: Donald Trump. Se o norte-americano optar pelo protecionismo, será ruim para a maioria, e aí estamos nós; se ele inventar de endurecer e brigar com outros países, sabe-se lá que reação advirá disso. Setores da economia teimam em afirmar que o dólar sobe resultado da alta de juros nos Estados Unidos, além do provável aumento de gasto de Trump.
O Brasil está confuso e o mundo não está diferente. Michel Temer faz um governo ainda sem rumo alicerçado, o que barra até o otimismo mais tímido. E, em meio a isso tudo, o desemprego sobe no primeiro semestre e acalma a seguir, devendo começar a melhorar.
Os preços controlados irão ajudar a chegar à meta de inflação, que é de 4,5%. Porém, é preciso lembrar que o aumento do desemprego freia a compra e quando não há consumo, há perigo. Por isso, é bom acreditarmos naquele economista que apostou no começo da queda do desemprego para julho e agosto.
Enquanto isso, em nossa cidade há demais com o que se preocupar. Principalmente para quem sonha em retomar o desenvolvimento da Rainha da Fronteira e analisa a economia com um pé atrás, querendo acreditar mas se deparando com pedras no meio do caminho. Sou otimista por natureza. Mas é impossível querer falar de Bagé sem parar para analisar o Brasil e verificar as medidas que nos trouxeram até o momento. Perguntar por que houve desleixo (mais que incompetência) em permitir a destruição do município é querer saber o que vou dizer aos bajeenses que nos cobram resultados. A começar pelo nosso esforço em deixar transitáveis as estradas de produção do interior do município. Por que não houve planejamento para impedir chegar ao ponto em que está? Como alguém não conclui que a economia do município está atrelada ao campo e por que não age para que não se repita o mesmo problema todos os anos?
Difícil. Muito difícil entender as causas de um descaso com uma cidade que conta com quatro estações definidas, terra boa para tantas culturas, um povo disposto a ajudar e identificado com suas raízes. 
Resta-nos manter o otimismo e trabalhar pelo Brasil, por Bagé.


Por: Divaldo Lara

 
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