Divaldo Lara

segunda-feira, 6 de março de 2017 às 0:00

A livre e espontânea programação das mulheres

O Dia Internacional da Mulher em 8 de março foi reconhecido pelas Nações Unidas em 1977. No entanto, a luta das mulheres e a definição da data vem de antes, muito antes. A ideia em si tem mais de cem anos, seja no final do Século XIX reivindicando a diminuição das 15 horas diárias de trabalho e a melhoria dos salários, seja em 1908 com a manifestação de 1.500 mulheres nos Estados Unidos pela igualdade econômica e política no país.
A história de luta pela igualdade não é de um grupo, de um país ou de um regime, mas de uma necessidade de justiça.
Com a primeira guerra (1914-1918) os protestos invadiram vários países do mundo. Em 8 de março de 1917, o levante denominado "Pão e Paz" contra a fome a a participação da Rússia na guerra definiu a data. A partir de então, as mulheres se tornaram cada vez mais fortes em suas reivindicações e foram conquistando espaços em todos os setores da sociedade.
Ainda falta a valorização e o reconhecimento da mulher? Sim. E elas estão sabendo trilhar o caminho para chegar à conquista da igualdade. Os méritos são vários e múltiplos em seus modos e maneiras de luta.
Na nossa gestão na Prefeitura de Bagé, não foi necessário que chamasse as equipes de saúde, educação e cultura ou a própria Coordenadoria Municipal da Mulher para solicitar uma programação dedicada às mulheres e sua luta reivindicatória. Isso está acontecendo ao natural, por consciência, por necessidade, por dever, por amor.
Gosto de saber que nas nossas programações, diferentes e independentes, não há ódio, não há ranço, há amor, carinho, mãos solidárias, busca de conhecimento e incentivo à autoestima.
Faz bem ao governo observar a independência das ações, a liberdade das mulheres do governo em pensar e produzir o que querem para as mulheres no seu dia internacional.
E a programação é bem diversa, tem palestras informativas, montagem de núcleos nos bairros, assistência jurídica, social e psicológica; atendimento médico; apresentações artísticas; debates sobre comportamento, transformações culturais e vestuário. Também tem homenagens.
Tenho certeza que a conquista da liberdade é idealizada, assim, em manifestações espontâneas. Isso orgulha a todos nós.


Por: Divaldo Lara - prefeito

 
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