José T. Giorgis

sábado, 4 de março de 2017 às 0:00

Delfino Riet e o instituto histórico

O embrião do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul foi similar imaginada por Manuel Marques de Souza, barão de Porto Alegre, e que teve, aqui, como correspondente e comissário o militar João da Silva Tavares, barão de Cerro Alegre e pai do Joca Tavares. Ditasemente fenece com a eclosão da Guerra da Tríplice Coroa (1864) e estiola-se quando finda a refrega paraguaia.
A atual instituição foi criada em 5 de agosto de 1920, muito devendo ao incentivo e apoio material de Antonio Augusto Borges de Medeiros. Entre seus fundadores, todos reconhecidos intelectuais da época, estão Souza Doca, Aurélio Porto, Florêncio de Abreu (seu primeiro presidente) e o bajeense Delfino Marques Riet.
Outros conterrâneos viriam a integrar o sodalício depois como Fernando Luís Osório, Alcides Lima, Félix Contreiras Rodrigues, Paulo Brossard de Souza Pinto e Tarcísio Antônio Costa Taborda; ora são membros o historiador Cláudio Leão Lemieszek e o signatário.
Delfino Riet nasceu em Bagé, em 6 de abril de 1855, filho de Fernando Riet e Maria Marques Riet.  Em sua existência dedicou-se intensamente à atividade rural, luzindo, também, como escritor e cronista.
Mesmo autodidata distinguia-se por conhecimentos sólidos em História, Literatura e Matemática; lamentavelmente, aos 21 anos é acometido de grave moléstia e converte-se em deficiente visual, o que não o impede de se tornarautoridade como zootecnista.
Pecuarista, atuaem Artigas, tendo no vizinho país publicado a "Independencia Uruguaya", Salto, 1910.
Posteriormente, já em Uruguaiana, fundou a importante Sociedade Rural União dos Cabanheiros.
Suas principais obras são "O Cavalo Crioulo- Problema de Defesa Nacional", editado pela Livraria do Globo, Porto Alegre, 1925; e especialmente a monografia "Estância Moderna", também pela mesma gráfica, em 1926, onde dissemina suas ideias de como estruturar dita comunidade campesina, além de emitir importantes conceitos e conselhos sobre a produção bovina e de outros animais.
Por 15 anos, mercê da ocupação rústica, escreve inspirados textos no "Correio do Povo"; e como combativo articulista mantém férrea polêmica com Assis Brasil, em defesa da raça Aberdeen Angus, tudo reproduzido em periódicos de Porto Alegre e até no Uruguai.
Delfino Marques Riet falece em Uruguaiana (1933).
É uma das primícias locais.


Por: José Carlos Teixeira Giorgis

 
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