Saúde

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017 às 0:00

Aprenda a identificar a diástase, problema que afeta principalmente parturientes

período após a gravidez é de adaptação à nova realidade que um bebê traz. Noites mal-dormidas e bagunça de horários nas atividades diárias são constantes. Mas, além disso, muitas mulheres ainda enfrentam a adaptação ao novo corpo e condições ocasionadas pela gestação, como é o caso da diástase.

Doença afasta músculos do abdômen - Créditos: Reprodução
Doença afasta músculos do abdômenReprodução
Patrícia Furtado - Créditos: ReproduçãoDiástase Abdominal - Créditos: ReproduçãoAfundamento na região do umbigo é uma das características - Créditos: Reprodução

Aprenda a identificar a diástase, problema que afeta principalmente parturientes


O período após a gravidez é de adaptação à nova realidade que um bebê traz. Noites mal-dormidas e bagunça de horários nas atividades diárias são constantes. Mas, além disso, muitas mulheres ainda enfrentam a adaptação ao novo corpo e condições ocasionadas pela gestação, como é o caso da diástase.
A diástase é caracterizada pelo afastamento da musculatura do abdômen durante a gravidez. Ainda pouco comentado, o assunto foi abordado pela cantora Sandy, que após a gravidez do primeiro filho, Theo, apresentou o quadro. Em entrevistas posteriores, ela comentou que após ser diagnosticada, deu início à intensificação de exercícios abdominais para reverter o problema.
A fisioterapeuta Patrícia Furtado, lida com situações semelhantes no dia-a-dia. Ela explica que uma das principais causas do problema é a fraqueza do músculo abdominal devido às alterações durante o período gestacional. "Durante o movimento de abdominal ocorre um abaulamento no abdômen. Apalpando é possível verificar um espaço que separa os dois lados da musculatura", conta.
Contudo, a profissional alerta que o problema não é enfrentado apenas por parturientes. "Embora a gravidez seja um dos principais fatores, pode ocorrer, também, na prática de exercício abdominal intenso, levantamento excessivo de peso e rápido ganho de peso (obesidade)", aponta.
Longe de ser apenas um problema estético, a diástase pode ser bem incômoda. Uma das principais complicações é a dor na região lombar. "Essa musculatura enfraquecida sobrecarrega a coluna, podendo vir a desenvolver uma hérnia de disco e alterações de postura", explica Patrícia.

Diagnóstico

Além do exame físico realizado pelo profissional, o ultrassom e tomografia são exames que comprovam e medem com mais detalhes o local e extensão. Existem muitos graus da diástase e os tratamentos são sempre personalizados para cada caso.
Também é possível identificar o problema através de um autoexame. Algumas características podem ser observadas pela própria mulher. A impressão de que o umbigo está saltado é um dos sintomas. Ao deitar, é possível sentir uma depressão abaixo e acima do umbigo.
- O primeiro passo é deitar de costas em uma superfície reta, com as pernas flexionadas de modo que os pés fiquem apoiados;
- Em seguida, levante a cabeça, o pescoço e os ombros como se fosse fazer abdominal;
- O terceiro passo é pressionar o entorno do umbigo com os dedos e verificar se há afundamento na região.
É importante ressaltar que o médico dará a palavra final sobre o quadro.

Tratamento

A fisioterapeuta explica que o tratamento é conservador. Nos casos mais simples, a fisioterapia é voltada para o fortalecimento da musculatura abdominal. Os exercícios atingem os músculos profundos como o transverso do abdômen e assoalho pélvico. "É possível obter bons resultados utilizando-se do método Pilates, que tem como base controle e fortalecimento da região abdominal", destaca.
Nos casos mais severos, onde os exercícios não forem eficazes, o tratamento é cirúrgico. "É importante realizar uma avaliação com o cirurgião plástico, que irá definir a melhor técnica de realinhamento da musculatura para a reversão do quadro", explica.
Não há nenhum método de prevenção. Mas manter o espaçamento entre as gestações em, pelo menos, dois anos e realizar exercícios físicos que fortaleçam a região pode reduzir as chances de desenvolvimento.

Fatores de risco

- Gestação de gêmeos;
- Aumento exacerbado do líquido amniótico;
- Desnutrição;
- Sedentarismo;
- Múltiplas gestações;
- Ganho de peso exagerado na gestação;

 


Por: Jornal Minuano

 
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