Divaldo Lara

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017 às 0:00

Aterro sanitário: uma grande conquista para o nosso meio ambiente

Há algum tempo observo a forma como é conduzida as questões relacionadas ao armazenamento dos resíduos sólidos de nossa cidade. Tanto o que se refere ao aterro sanitário, transformado em "lixão", quanto à propalada coleta seletiva, anunciada com entusiasmo há três ou quatro anos, mas que não faz parte do dia a dia da comunidade. Infelizmente.
O lixo é uma pauta do mundo, os órgãos de proteção ambiental forçam-se a rigidez na fiscalização de ações protetoras, porque falta consciência e responsabilidade com o meio ambiente.
Nos oito anos que estive na Câmara Municipal de Vereadores, acompanhei o tema e vi os absurdos cometidos, principalmente por descaso e desinteresse. Fui parceiro do vereador Carlinhos do Papelão nos alertas referentes à falta de responsabilidade com o lixo da cidade.
O problema se tornou tão grave que uma estranha medida foi tomada, ao invés de encontrar uma solução eficaz e prática no próprio aterro do município, o lixo de Bagé passou a ser transportado para Candiota por R$ 400 mil ao mês.
Armazenamento, transbordo, triagem, transporte, enfim tudo irregular. A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e o Ministério Público (MP) tiveram de intervir. A determinação: selar a  célula cinco e construir a seis. Nada foi feito.
Ou seja, quando assumimos a prefeitura, em janeiro, tudo que se relacionava ao aterro sanitário estava fora da lei. E o lixo passou a ser preocupação constante do nosso governo, em especial minha, do secretário Aroldo Quintana e, por consequência, do Conselho de Defesa do Meio Ambiente.
Não perdemos tempo e constatamos que faltava interesse em resolver o problema.
Conseguimos na última quinta-feira, na Fepam, a licença prévia para regularizar o funcionamento do aterro sanitário. Iniciamos uma limpeza no local, estamos realizando o planejamento de ações para o selamento da quinta célula e, já, começar a construção da sexta.
Além de revitalizar o aterro, a abertura de um novo local permitirá o armazenamento do lixo de Bagé pelos próximos 15 anos dentro da lei. 
Isso representa uma economia de R$ 2 milhões e 400 mil reais em seis meses.
A situação deixada pelo governo anterior gerou uma multa por crime ambiental em torno de R$ 1,2 milhão, que somado ao transporte e armazenamento dos resíduos em Candiota por um semestre chega ao total de R$ 3,6 milhões de economia. Este gasto não ocorrerá, porque conseguimos fazer uma gestão eficiente, responsável e que prioriza os grandes temas da cidade.

O mais importante de tudo
Estamos trabalhando para solucionar os problemas mais urgentes de nossa cidade, o aterro sanitário é um exemplo, mas é urgente, também, viabilizar as estradas do interior, qualificar os atendimentos de saúde, melhorar a qualidade de ensino, diminuir os buracos das ruas, regularizar as áreas verdes, instituir o Parque Científico e Tecnológico e dar prosseguimento aos projetos parados. Ao mesmo tempo estamos planejando o futuro de Bagé de forma consciente e racional. O apoio da população é de suma importância e o mais importante de tudo. É isso que nos revitaliza todos os dias e nos dá força para acreditar que uma nova cidade está surgindo no coração do pampa gaúcho.


Por: Divaldo Lara - prefeito de Bagé

 
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