Padre Airton Gusmão

sábado, 11 de fevereiro de 2017 às 0:00

Por uma cultura respeitadora da vida e da saúde

Muitas vezes, já lemos ou ouvimos de alguém as palavras que expressam a vida e missão de Jesus Cristo, e que Ele confiou aos seus discípulos e discípulas de ontem e de hoje: "Jesus percorria toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando toda e qualquer doença ou enfermidade do povo" (Mt 4,23); e: "Os cegos recuperam a vista, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres é anunciado o Evangelho" (Lc 7,22).
A saúde não é uma preocupação exclusiva dos cristãos. Ela interessa a toda a humanidade, independentemente de credo, raça, nacionalidade, sexo ou cor. Ter saúde é o sonho de todos. É o direito à vida. A Organização Mundial da Saúde define saúde como: um bem-estar físico (corpo saudável, sem sofrimento ou dores); bem-estar mental (saber orientar-se no espaço e tempo, sem sofrer desequilíbrios psíquicos) e bem-estar social (é ter saúde de convivência). Nós cristãos, além dessas três dimensões, acrescentamos a dimensão espiritual, o bem-estar espiritual que é a dimensão de Deus na vida da gente. Assim, quando falamos em saúde integral, estamos considerando estas quatro dimensões. Porém, esta visão de saúde é sempre uma realidade a ser atingida, um horizonte a ser conquistado, porque vivemos sempre com algum tipo de desequilíbrio que perturba o bem-estar pessoal e social.
Sob o Tema: "Admiração pelo que Deus faz: 'o Todo Poderoso fez em mim maravilhas' (Lc 1,49)", celebramos neste dia 11 de fevereiro, memória de Nossa Senhora de Lourdes, o 25º Dia Mundial do Enfermo. Para esta data o Papa Francisco escreveu uma Mensagem, da qual trazemos aqui alguns trechos:
"Tal jornada dá ocasião para se prestar especial atenção à condição dos doentes e, mais em geral, a todos os atribulados: ao mesmo tempo convida quem se prodigaliza em seu favor, a começar pelos familiares, profissionais de saúde e voluntários, a dar graças pela vocação recebida do Senhor para acompanhar os irmãos doentes. Cada doente é e permanece sempre um ser humano, e deve ser tratado como tal. Os doentes, tal como as pessoas com deficiências mesmo muito graves, têm a sua dignidade inalienável e a sua missão própria na vida, não se tornando jamais meros objetos, ainda que, às vezes, pareçam de todo passivos, mas, na realidade, nunca o são.
Por ocasião do Dia Mundial do Enfermo, podemos encontrar novo impulso a fim de contribuir para a difusão duma cultura respeitadora da vida, da saúde e do meio ambiente; encontrar um renovado impulso a fim de lutar pelo respeito da integridade e dignidade das pessoas, inclusive mediante uma abordagem correta das questões bioéticas, a tutela dos mais fracos e o cuidado pelo meio ambiente.
Desejo manifestar a minha proximidade a todos vós, irmãos e irmãs que viveis a experiência do sofrimento, e às vossas famílias, bem como o meu apreço a quantos, nas mais variadas tarefas de todas as estruturas sanitárias espalhadas pelo mundo, com competência, responsabilidade e dedicação se ocupam das melhoras, cuidados e bem-estar diário de todos vós. Desejo que possam ser sempre sinais jubilosos da presença e do amor de Deus, imitando o testemunho luminoso de tantos amigos e amigas de Deus, dentre os quais recordo São João de Deus e São Camilo de Lélis, padroeiros dos hospitais e dos profissionais de saúde, e Santa Teresa de Calcutá, missionária da ternura de Deus".
É importante sempre lembrar a parábola do Juízo Final: "... cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes" (Mt 25,40). Façamos a nossa parte. Sejamos alegres na esperança, fortes na tribulação e perseverantes na oração. Um bom final de semana a todos e até uma próxima oportunidade.


Por: Padre Airton Gusmão

 
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