José Artur Maruri

sábado, 4 de fevereiro de 2017 às 0:00

O princípio de caridade e os discursos de ódio

A odiosidade tem tomado conta das pessoas nos últimos tempos. Até parece que o período dos duelos voltou à tona com toda sua ferocidade.
Exemplo disso são os ataques proclamados contra a ex-primeira dama, Marisa Letícia Lula da Silva, que nos últimos dias encontrava-se em estado de saúde crítico e agora, ao que parece, em situação irreversível.
Nas redes sociais parece que o mal fica ainda mais fértil. Claro, tudo é mais fácil quando parece que se está anônimo sobre um teclado, atrás de uma tela de computador ou portando um smartphone.
E quando falamos de discursos de ódio, é importante destacar, com louvor, os artigos publicados recentemente pelo JORNAL MINUANO, especificamente nos dias 02 e 03 de fevereiro, falamos do "Baile de Mascaradas", assinado pelo professor João L. Roschildt; e "Eu trocaria o carnaval por...", firmado pelo jornalista Fernando Risch.
Tanto um como o outro descrevem, com as maestrias que lhe são peculiares, o atual momento do País, onde ao demonstrar uma "pseudo-igualdade", uns querem se colocar acima dos outros, elevando-se à custa de seus próprios orgulhos e egoísmos, diminuindo seus semelhantes.
Ainda na linha do que Sócrates e Platão disseram aos seus discípulos e que se encontram na introdução da obra de Allan Kardec, "O Evangelho Segundo o Espiritismo", buscamos o entendimento dos fatos apontados.
"XII. Nunca se deve retribuir com outra uma injustiça, nem fazer mal a alguém, seja qual for o dano que nos hajam causado. Poucos, no entanto, serão os que admitem esse princípio, e os que se desentenderem a tal respeito nada mais farão, sem dúvida, do que se votarem uns aos outros mútuo desprezo".
Exatamente o que ocorre nos dias de hoje, depois de mais ou menos dois mil e quinhentos anos, seres humanos, irmãos de caminhada evolutiva, se desprezando, não apenas em redes sociais, mas no cotidiano.
Por outro lado, o filósofo, antes mesmo do Cristo, já referendava o princípio de caridade, prescrevendo que não devíamos retribuir o mal com o mal e para que perdoássemos os inimigos.
Mas, tal assertiva ainda revolta o estômago dos orgulhosos e egoístas!
De outra sorte, alguém pergunta: como saber qualificar as ações do meu semelhante para que eu possa definir como reagir?
Sócrates assim responderia: "XIII. É pelos frutos que se conhece a árvore. Toda ação deve ser qualificada pelo que produz: qualificá-la de má, quando dela provenha mal; de boa, quando dê origem ao bem".
A máxima, "pelos frutos é que se conhece a árvore", se encontra, muitas vezes, repetida textualmente no Evangelho.
Em épocas de ações desmedidas e destemperadas, é importante que os seguidores da Moral Cristã Rediviva sigam os ensinamentos do Cristo, por mais óbvio que possa parecer e, assim, não retribuamos o mal com o mal, aplicando o princípio de caridade para com os nossos semelhantes.

(Referências: http://jornalminuano.com.br/VisualizarNoticia/35889/baile-de-mascaradas.aspx;  http://jornalminuano.com.br/VisualizarNoticia/35920/eu-trocaria-o-carnaval-por.aspx. Ambos em acesso no dia 03/02/2017. Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB Editora. Introdução. p. 37)


Por: José Artur M. Maruri dos Santos

 
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