Dilce H. dos Santos

terça-feira, 24 de janeiro de 2017 às 0:00

Reservamos espaço para o que mesmo?

O que tem ocupado sua mente? Seu tempo? Seu pensamento? Seu coração? Seu armário?
Ocupação é escolha. Ao que vamos dar atenção, tempo, energia, espaço físico e mental? Esta escolha é uma questão de saúde, física e emocional. Daquilo que nos ocupamos sairá, provavelmente, nosso repertório de assuntos e emoções. Não fazer escolha, se deixar levar displicentemente, também acaba se revelando uma forma de optar.
Na vida podemos escolher poucas coisas, a maioria delas recebemos compulsoriamente e vamos vida afora nos desafiando a administrar. Aquilo que damos atenção ou guardamos faz parte da pequena lista daquelas coisas que podemos escolher, se não exatamente o quê, pelo menos como lidar com isso. Se a moeda tem cara e tem coroa, podemos decidir a que face daremos mais tempo e dedicação. E isso faz toda a diferença, enquanto escolhemos temos mais autonomia, autoestima. Decidir faz crescer. Aprende a escolher quem treina a escolha e faz de suas consequências aprendizado para as próximas que certamente virão. Deixar ser invadido por avalanches de ocupações não desejadas nos torna suscetíveis a queixa, ao acúmulo, que são corrosivos do tempo, da qualidade de vida, da criatividade e do humor!
Uma mente com mais espaço para a curiosidade pelo saber!
Uma agenda com mais tempo para o eu, o outro, para os livros, amigos e amores!
Um pensamento com mais ênfase para a clareza que permite decidir o que é realmente prioridade!
Um coração com lugar maior dedicado ao perdão e a gratidão que trazem sentido para a existência, equilibrando passado, presente e aspirações futuras.
Armário com folga para ter somente o que amamos, apenas o que nos valoriza e favorece, o suficiente para encontrar facilmente sem desperdiçar o precioso tempo tentando encontrar o que vestir.
Que as gavetas, as concretas e as da memória, guardem somente o que é precioso. Objetos bobos que relembram uma vivência boa, uma lembrança de viagem que fizemos ou que alguém querido fez e lembrou de nós, um presentinho feito por criança, desenhos, poesias, trabalhinhos de mão, fotografias. Agendinhas, caderninhos de lembranças e anotações, que agora não fazem o menor sentido. As gavetas, pequenos bolsos da vida e do tempo podem transbordar dessas bobagens com espacinhos para mais, que nos façam lembrar quem somos e o que realmente tem importância para ganhar nosso tempo de dedicação.


Por: Dilce Helena dos Santos

 
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