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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017 às 0:00

Fechamento do Sá Monmanny gera desdobramentos

Grupo quer que atendimentos permaneçam no bairro - Créditos: Antonio Rocha
Grupo quer que atendimentos permaneçam no bairroAntonio Rocha
Fagundes tem medo que bairro Getúlio Vargas fique sem atendimento - Créditos: Antonio Rocha

O redirecionamento do Posto de Saúde Sá Monmanny, anunciado na semana passada, gera desdobramentos. Na tarde de ontem, a Secretaria Municipal de Saúde e Atenção à Pessoa com Deficiência anunciou a abertura de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na Escola São Pedro, com um médico clínico e uma atendente de enfermagem, depois de ter anunciado que os pacientes seriam remanejados para postos de outros bairros. O titular da pasta, Mário Mena Kali, destacou que é uma solução provisória, já que o objetivo é instalar um posto do Estratégia Saúde da Família naquela comunidade. Segundo dados da assessoria de comunicação, o posto provisório da Escola São Pedro deve começar os atendimentos nesta segunda-feira. Porém se higienização, mudança de móveis e outros procedimentos básicos forem feitos até hoje, os atendimentos à população podem começar já nesta sexta-feira.
Mas, ainda assim, na noite de ontem, cerca de 50 manifestantes se reuniram na Praça Santos Dumont, próximo ao posto, para evidenciar a insatisfação com a medida. A justificativa é de que ainda não está definido quais atendimentos ficarão no bairro e quais precisarão de deslocamento para outras zonas da cidade para serem realizados.
Segundo um dos organizadores do ato, o vereador Lélio Lopes, do PT, não apenas o bairro Getúlio Vargas como o Loteamento São Pedro, Daer, Bela Itália e arredores serão prejudicados. Um levantamento feito pela organização deu conta de que, no posto, em média, eram realizadas cerca de 200 vacinas por mês, 600 atendimentos de pressão e glicose, e entregues 120 fichas para clínico geral, 36 para dentistas, 35 atendimentos em urologia, 20 em pediatria e 50 consultas com ginecologista por mês. "Desde sexta-feira estamos manifestando nossa insatisfação, e não apenas criticando, como também apresentando alternativas, como a utilização do espaço do São Pedro, do antigo Ispea, do Sindicato dos Municipários de Bagé (Simba), que está desativado, e até mesmo o aluguel de outro espaço nos arredores ou o aproveitamento do terreno ao lado da UPA para a construção de um novo local. Nenhuma dessas alternativas foi aceita", disse Lopes. O ato contou com a presença do vereador Rafael Rodrigues (Fuca) do PT e da ex-vereadora Cláudia Souza.
Paulo Fagundes, eletricista, de 62 anos, diz que é usuário do posto há 13 anos. "Esta mudança vai trazer muita dificuldade, principalmente para quem não tem carro, pois o Caic e o Centro Social Urbano são distantes e já têm uma grande demanda dos moradores daqueles bairros", reclama, dizendo ter medo da falta de atendimento.
Segundo Lelinho, os moradores não são desfavoráveis à instalação da Samu no prédio. "Isto vai trazer um grande ganho para a comunidade do bairro, não temos dúvida. Mas precisa ser pensada outra solução para a demanda de atendimentos", garante.


Por: Maritza Costa

 
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