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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017 às 0:00

Mais de 1,2 mil habilitações serão suspensas ou cassadas na região

Penalidades são formas de mudar comportamento do condutor infrator - Créditos: Arquivo
Penalidades são formas de mudar comportamento do condutor infratorArquivo

O Departamento de Transito do Rio Grande do Sul (Detran/RS) abriu mais de 100 mil processos de suspensão e cassação de carteiras de habilitação, em 2016. O número superou em 67% os processos de 2015. O objetivo do órgão é reduzir os acidentes e focar na luta contra a impunidade no trânsito. O total, no Estado, cresceu de 59.908 em 2015, para 100.194 em 2016. Na região, mais de 1,2 mil habilitações integram a lista.
Conforme dados do Detran, em Bagé, o número de processos por cassação ou suspensão chegou a 1.065 no ano passado, enquanto em 2015 foram 499, e, em 2014, 279. Em Aceguá, o volume passou de 15, em 2015, para 40. Em Candiota, saltou de 41 para 81 e, em Hulha Negra, passou de 12 para 30.
Os processos de suspensão do direito de dirigir por pontuação e os processos de suspensão do direito de dirigir por infrações evoluíram de 32.172 processos instaurados em 2014 para 53.578 em 2015 e em 2016 atingiu 90.982. Sobre a cassação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), processo que faz com que o condutor perca a carteira por pelo menos dois anos, os números seguem a mesma lógica. Em 2015, foram abertos 6,3 mil processos de cassação do direito de dirigir e, em 2016, 9,2 mil.

Cassação
O condutor é cassado quando já estava suspenso e é flagrado dirigindo; quando é condenado judicialmente por delito de trânsito ou ainda quando é reincidente no prazo de doze meses nas infrações previstas para tal: se entregou a direção a pessoa não habilitada para aquele veículo ou com CNH suspensa ou cassada; se havia consumido álcool; participado de corrida em via pública, racha, ou direção perigosa de modo geral.
Para o chefe da Divisão de Suspensão e Cassação de Condutores do Detran-RS, Anderson Barcellos, aplicar as penalidades de suspensão e cassação da CNH é, mais do que uma competência da autarquia, uma forma de mudar o comportamento do condutor infrator e, consequentemente, de proporcionar um trânsito mais seguro à sociedade. "Embora não seja possível traçar uma relação direta de causa e efeito, o órgão acredita que a maior fiscalização e punições mais efetivas contribuíram amplamente para a redução da acidentalidade percebida no Estado no período", disse.


Por: Jaqueline Muza

 
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