Editorial

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 às 0:00

Preço alto e que pode custar a vida

Uma informação divulgada ontem pela Organização Mundial do Comércio (OMS) e pelo Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos da América (NCI), que elaboraram o relatório que trata dos impactos do fumo na economia dos países e na saúde da população, foi destaque nos jornais online. O anúncio é de que as despesas de saúde e perda de produtividade econômica em decorrência do uso de tabaco podem custar aos países mais de US$ 1 trilhão por ano. O estudo aponta que se os países banissem o marketing que incentiva o uso do tabaco e aumentassem os impostos de cigarros em US$ 0,80 por pacote, poderiam gerar um aumento em suas receitas em 47% ou US$ 140 bilhões. O documento mostra que, atualmente, seis milhões de pessoas morrem prematuramente por ano em decorrência do fumo. A maioria das vítimas está em países em desenvolvimento. Em todo o mundo, 1,1 bilhão de fumantes tem até 15 anos de idade e 226 milhões são pobres. O estudo defende o investimento em políticas de controle do uso do tabaco, como aumento de preços e impostos. É notório no mundo, os muitos males que o cigarro causa ao fumante. Especialistas alertam que até quem convive com fumantes pode desenvolver doenças relacionadas ao fumo. Enquanto os próprios usuários não tomar consciência dos malefícios causados por esse vício e o governo, por sua vez, não fizer sua parte com o aumento de imposto e a criação de políticas públicas para evitar mais doenças e mortes, o problema tende a aumentar. Para combater esse vício são necessárias atitudes por parte do fumante e do poder público.


Por: Márcia Sousa

 
Pesquisar