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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017 às 0:00

Quase um caso de caxumba por dia em 2016

Vacina tríplice viral deve ser feita com um ano e depois entre quatro e seis anos - Créditos: Arquivo JM
Vacina tríplice viral deve ser feita com um ano e depois entre quatro e seis anosArquivo JM

Surtos de caxumba assustaram os bajeenses no ano passado. Foram 306 casos registrados na Secretaria Municipal de Saúde e Atenção à Pessoa com Deficiência. Os bairros com mais registros da doença foram Getúlio Vargas, Castro Alves, Morgado Rosa, São Bernardo, Passo das Pedras, Santa Cecília e Menino Deus. Além disso, os surtos ocorreram também nos estádios de futebol e em escolas. Em 2017, não foi registrado nenhum caso.
Conforme a responsável pelo setor de epidemiologia do Núcleo de Doenças Transmissíveis do município, enfermeira Sheila Tavares, em 2015 foram registrados 10 casos em todo o ano, e em 2016 este número foi multiplicado em 30 vezes. Segundo ela, a doença é transmitida por via aérea e este aumento pode ter acontecido devido ao vírus estar mais circulante. "O vírus chegou em Bagé através de pessoas que viajaram para outros lugares da região e adquiriram a caxumba", explica.
A enfermeira informa que quem nasceu a partir de 2003, provavelmente, tomou a vacina da caxumba em duas doses. Já quem nasceu antes disso, tomou apenas uma dose, porque a forma de vacinar era diferente. Portanto, está menos protegido.
Raros são os casos de reinfecção pelo vírus da caxumba. Em geral, uma vez infectada, a pessoa adquire imunidade contra a doença. No entanto, se a infecção se manifestou apenas de um lado, o outro pode ser afetado em outra ocasião.

Sintomas
Inchaço, dor na parótida e nas outras glândulas salivares infectadas (localizadas embaixo da mandíbula), dor muscular e ao engolir, febre, mal-estar e inapetência são sintomas da infecção, menos intensos nas crianças do que nos adultos.

Vacinação
A vacina contra caxumba é produzida com o vírus vivo atenuado da doença e faz parte do calendário básico de vacinação. Pode ser aplicada isoladamente. No entanto, em geral, está associada às vacinas contra sarampo e rubéola. As três juntas compõem a vacina tríplice viral. A primeira dose deve ser feita com um ano, e a segunda entre quatro e seis anos.


Por: Estefânia Borges

 
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