Editorial

sábado, 7 de janeiro de 2017 às 0:00

Violência contra mulher não tem limites geográficos

Um dos maiores problemas tanto no aspecto social como de saúde pública, a violência contra a mulher é assustador. Embora amplas campanhas sejam feitas para inibir esse tipo de crime, essa realidade assombra vítimas e familiares. É uma situação que não pode ser ignorada, a sociedade tem que denunciar. A denúncia é uma das maiores armas para combater essa chaga que atinge todas as classes sociais. O mais grave é que a maioria das vezes a violência acontece dentro da própria casa e na frente dos filhos. Um dos eixos do Plano Nacional de Segurança apresentado ontem pelo ministro da Justiça, Alexandre Moraes, é a criação de Patrulhas Maria da Penha para combater a violência contra a mulher e reduzir os feminicídios. O objetivo é que as patrulhas façam visitas periódicas às mulheres que sofrem violência doméstica. Além disso, vai haver capacitação de profissionais para atuar na prevenção e no reforço do policiamento comunitário e oferta de cursos de capacitação para as vítimas. Essa ação vai começar pelas capitais por meio de ações conjuntas entre os estados e União. A segunda etapa será a expansão para os municípios limítrofes das regiões metropolitanas, onde, segundo o ministro, são locais que concentram o maior percentual de homicídio. Esse é um passo importante por parte do governo, porém é de vital importância lembrar que esse tipo de violência não está restrito aos grandes centros, mas é um problema presente em todos os cantos do País, e em Bagé não é diferente. Seguidamente na página de Segurança do MINUANO são registrados casos de violência contra a mulher. Que o governo tenha um olhar mais amplo e que essa força-tarefa contemple também os municípios do interior.


Por: Márcia Sousa

 
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