José Artur Maruri

sábado, 31 de dezembro de 2016 às 0:00

Que a paz seja nesta casa

Parece que falar de paz no período em que mais um ano se encerra tem se tornado clichê. No entanto, pedimos a permissão do leitor para avançarmos mais uma vez no tema, porque parece que nunca foi tão contemporâneo falar de paz como na atualidade.
Enquanto traçamos as linhas da coluna, boa parte do planeta recebe um conflito armado, o que reflete diretamente no número de mortes. Se levarmos em consideração os anos de 2014 e 2013, o aumento foi de 28%. A constatação é fruto de uma pesquisa realizada pelo "Project for The Study Of The 21st Century", publicada pela Revista Exame.
Somente na Síria, no ano de 2014, foram 76.021 mortos; no Iraque, 21.073; no Afeganistão, 14.638; na Nigéria, 11.529. A Europa também enfrenta conflito armado, na Ucrânia foram 4.707 mortos, no mesmo ano.
Não podemos deixar de referir, também, a situação dos refugiados de regiões onde persistem os conflitos armados. Segundo a Organização das Nações Unidas, existem no mundo mais de 43 milhões de refugiados.
O Brasil recebe um alto número de refugiados, um valor que atingiu 7,7 mil pessoas em 2015, segundo o Comitê Nacional para Refugiados, sendo a maior parte composta por Sírios.
Quando observamos a situação dos refugiados na atualidade, lembramo-nos de uma passagem evangélica em que Jesus conversa com os apóstolos referindo de forma incisiva:
"Ao entrardes em qualquer cidade ou aldeia, procurai saber quem é digno de vos hospedar e ficai na sua casa até que partais de novo. Entrando na casa, saudai-a assim: 'Que a paz seja nesta casa.' Se a casa for digna disso, a vossa paz virá sobre ela; se não o for, a vossa paz voltará para vós.
Quando alguém não vos queira receber, nem escutar, sacudi, ao sairdes dessa casa ou cidade, a poeira dos vossos pés. Digo-vos, em verdade: 'No dia do juízo, Sodomo e Gomorra serão tratadas menos rigorosamente do que essa cidade". (Mateus, 10:9 a 15).
Infelizmente, nem todos os países são como o Brasil que, neste ponto, é um exemplo para o resto do mundo. Formado, desde sua origem, por imigrantes, continua a recebê-los de braços abertos.
Sabe-se que Jesus pediu aos apóstolos que fossem divulgar a boa nova pelo mundo confiando na Providência; muitos estariam dispostos a recebê-los, outros nem tanto. Hoje, receber os irmãos que fogem de outras paragens bélicas é um ato de amor, de paz, da efetiva caridade.
E quanto a nós, que ainda somos refugiados das propostas evangélicas libertadoras, oremos para que possamos ser recebidos novamente por Jesus e formar a Nova Era de amor e de paz no seio da Terra que nos abriga.
"Usemos para com os outros o alimento da paz, porque estendendo paz aos outros, asseguraremos paz a nós mesmos. E, com a paz, conseguiremos possuir espaço e tempo terrestres, em dimensões maiores, para que aprendamos e possamos, realmente, servir". Espírito Hilário Silva.
(Referências bibliográfica: Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. XXV. Item 10 - Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2013. p. 303. Chico Xavier e Waldo Vieira por Espíritos diversos. O Espírito da Verdade. FEB Editora. P. 62. Portal exame.abril.com.br. As 20 guerras mais mortais acontecendo hoje no planeta. Acesso em 30 de dezembro de 2016. Portal brasilescola.uol.com.br. População de Refugiados no Mundo. Acesso em 30 de dezembro de 2016)


Por: José Artur M. Maruri dos Santos

 
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