José Artur Maruri

sábado, 10 de dezembro de 2016 às 0:00

Sócrates - A filosofia e o Espiritismo

É importante que voltemos aos estudos que estávamos dando continuidade nas semanas anteriores à última, quando citamos alguns escritos atribuídos a Sócrates e Platão, extraídos da obra "O Evangelho Segundo o Espiritismo".
  "VI. Os demônios ocupam o espaço que separa o céu da Terra; constituem o laço que une o Grande Todo a si mesmo. Não entrando nunca a divindade em comunicação direta com o homem, é por intermédio dos demônios que os deuses entram em comércio e se entretêm com ele, quer durante a vigília, quer durante o sono".
  Com relação ao exposto, disse Allan Kardec:
  "A palavra 'daimon', da qual fizeram o termo demônio, não era, na Antiguidade, tomada à má parte, como nos tempos modernos. Não designava exclusivamente seres malfazejos, mas todos os Espíritos, em geral, dentre os quais se destacavam os espíritos superiores, chamados deuses, e os menos elevados, ou demônios propriamente ditos, que se comunicavam diretamente com os homens. Também o Espiritismo diz que os espíritos povoam o espaço; que Deus só se comunica com os homens por intermédio dos espíritos puros, que são os incumbidos de lhes transmitir as vontades; que os espíritos se comunicam com eles durante a vigília e durante o sono. Ponde, em lugar da palavra demônio, a palavra espírito e tereis a doutrina espírita; ponde a palavra anjo e tereis a doutrina cristã".
  "VII. A preocupação constante do filósofo é a de tomar o maior cuidado com a alma, menos pelo que respeita a esta vida, que não dura mais que um instante, do que tendo em vista a eternidade. Desde que a alma é imortal, não será prudente viver visando à eternidade?"
  Como bem disse Kardec, não há dúvidas que o Cristianismo e o Espiritismo ensinam a mesma coisa.
  "VIII. Se alma é imaterial, tem de passar, após essa vida, a um mundo igualmente invisível e imaterial, do mesmo modo que o corpo, decompondo-se, volta à matéria. Muito importa, no entanto, distinguir bem a alma pura, verdadeiramente imaterial, que se alimente, como Deus, de ciência e pensamentos, da alma mais ou menos maculada de impurezas materiais, que a impedem de elevar-se para o divino e a retêm nos lugares da sua estada na Terra".
  Sócrates e Platão, como se vê, compreendiam perfeitamente os graus de desmaterialização da alma, no entanto, o que eles diziam, por intuição, o Espiritismo o prova com os inúmeros exemplos que nos põe sob as vistas.

   (Referências: Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB Editora. Introdução. p. 34-35)


Por: José Artur M. Maruri dos Santos

 
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