Saúde

segunda-feira, 28 de novembro de 2016 às 0:00

Fisioterapia pélvica

A fisioterapia pélvica é uma área voltada para o tratamento das disfunções da cintura pélvica, que nada mais é que toda região que envolve os ossos do quadril, as estruturas ósseas, os músculos e o tecido.

Fisioterapia pélvica - Créditos: Reprodução
Fisioterapia pélvicaReprodução
No inicio do mês de novembro, o cirurgião-dentista Leandro Saavedra esteve em Porto Alegre realizando mais um curso Avançado de Biomodulação e Harmonização Orofacial com Toxina Botulínica e Preenchedores Faciais.  - Créditos: Arquivo PessoalFisioterapia pélvica - Créditos: ReproduçãoFisioterapia pélvica - Créditos: ReproduçãoFisioterapia pélvica - Créditos: ReproduçãoFisioterapia pélvica - Créditos: ReproduçãoFisioterapeutas especialistas no tratamento da região pélvica - Créditos: Arquivo Pessoal

Fisioterapia pélvica

A fisioterapia pélvica é uma área voltada para o tratamento das disfunções da cintura pélvica, que nada mais é que toda região que envolve os ossos do quadril, as estruturas ósseas, os músculos e o tecido.
O objetivo geral dessa especialidade é restaurar a função da musculatura do assoalho pélvico, também conhecido como períneo, além de restaurar esta função, a fisioterapia pélvica atua na restauração da função da musculatura abdominal e respiratória trabalhando a coordenação e o autocontrole de todo o corpo. A musculatura do períneo é um dos responsáveis pelo controle urinário e fecal, além da manutenção de uma vida sexual saudável e da prevenção dos prolapsos dos órgãos pélvicos.
Assim, o conhecimento e a correta utilização dessa musculatura permitem à mulher e ao homem um controle da maioria das funções da pelve e evita, ao longo do tempo, problemas como incontinência urinaria, constipação e incontinência fecal, desordens sexuais, dores abdominais e pélvicas, e a própria queda dos órgãos pélvicos (bexiga, útero e intestino).
Nesta edição vamos conhecer o que é essa técnica e como fazer o tratamento, com as fisioterapeutas Cris Teixeira Rodriguez e Camilla Benigno Biana, que irão explicar tudo sobre esse assunto.

Como funciona e para o que serve essa nova modalidade da fisioterapia

A especialista Cris Rodriguez explica que a fisioterapia pélvica não atua somente na prevenção das disfunções da pelve, como também no tratamento dos problemas já existentes. "A atuação sobre a musculatura do assoalho pélvico permite a melhora de diversos problemas", completa a fisioterapeuta.
São eles:
- incontinência urinaria de esforço - há uma perda involuntária de urina ao realizar pequenos, médios ou grandes esforços, incluindo tossir e espirrar
- incontinência urinaria de urgência-  perda involuntária de urina seguida por um intenso desejo de ir ao banheiro que não foi possível conter
- bexiga hiperativa- sintomas que dificultam o controle urinário e podem atrapalhar as atividades da vida diária do paciente
- nos prolapsos iniciais que não tem indicativo cirúrgico de acordo com o médico
- nas constipações e incontinências fecais
- nas dores pélvicas em geral relacionadas ou não com a relação sexual, como pontos de tensão, dor gênito-pélvica, dor durante a relação
- nas disfunções sexuais específicas relacionadas à tensão muscular ou incoordenação muscular
- no pré e pós-operatório de cirurgias pélvicas, ou naqueles casos de prolapso ou incontinências que a intervenção cirúrgica seja necessária a fisioterapia atua em conjunto com médico, melhorando a função muscular
- na preparação para o parto e no pós-parto para garantir uma prevenção de futuras desordens do períneo, além de garantir uma melhora da função abdominal, para preparar a mulher para um parto vaginal e para o parto cesáreo, melhorando a coordenação das musculaturas abdominal e do períneo.

Tratamento

Cris acrescenta que o tratamento fisioterapêutico é individualizado e específico para cada paciente e seu diagnóstico. "O nosso tratamento é guiado por uma avaliação minuciosa do paciente, na qual são traçados os objetivos e a conduta que seguiremos com cada um. Dentro do consultório, além da avaliação funcional do assoalho pélvico, contamos com recursos como eletroterapia, biofeedback (para auxiliar a paciente a se conhecer e estimular a melhora da performance muscular), terapia manual tanto para liberação como para estimulo da musculatura, e outras técnicas e recursos que serão escolhidos de acordo com os achados da avaliação", informou a especialista.
A atuação da fisioterapia pélvica envolve diversas áreas, salienta a fisioterapeuta. "Mas é importante destacar a sua importância no tratamento das disfunções sexuais devido a esse assunto ainda ser um tabu social", relata.
Uma grande parte dos problemas sexuais tem, além de um fundo psicológico e social, um envolvimento físico da musculatura do assoalho pélvico, que pode envolver desde tensões e pontos dolorosos a um aumento ou uma redução do tônus dessa musculatura, tornando o ato sexual doloroso ou dificultando o ápice da relação, informa a especialista. "Nesses casos, a fisioterapia pélvica pode atuar trabalhando o controle muscular e melhorando os déficits que essa musculatura pode apresentar, permitindo assim uma melhora no desempenho e até um maior conforto durante a relação", destaca.
A importância da fisioterapia pélvica, segundo a fisioterapeuta Camilla Benigno Biana, são os benefícios tanto para as pessoas saudáveis quanto para as que já apresentam algum tipo de disfunção do períneo. "É importante destacar que durante anos a musculatura do períneo e seu valor foram simplesmente esquecidos pela maioria das mulheres e dos homens, ainda hoje são poucos os que realmente conhecem esses músculos e como eles funcionam", completa.
Camila conta que há evidências que em cada três mulheres, uma apresenta incontinência urinaria, existem indicações que a preparação do períneo para o parto previne a ocorrência de incontinência urinária e disfunções pélvicas no pós-parto e em longo prazo. "Há, ainda, indícios que o trabalho com o períneo e o maior autoconhecimento melhorar a qualidade de vida de mulheres que já sofreram com disfunções pélvicas. Assim, a fisioterapia pélvica é mais que um trabalho de recuperação muscular, é um trabalho de prevenção e autoconhecimento, uma quebra de tabus, o conhecimento da função da musculatura pélvica e da sua correta utilização leva à prevenção de diversas patologias, além de levar à melhora e ao maior controle da função sexual e, com isso tudo, a uma melhor qualidade de vida", conclui a especialista.

Preenchimentos: conheça o ácido hialurônico

No inicio do mês de novembro, o cirurgião-dentista Leandro Saavedra esteve em Porto Alegre realizando mais um curso Avançado de Biomodulação e Harmonização Orofacial com Toxina Botulínica e Preenchedores Faciais.
Saavedra destaca que foram três dias de intensa atividade clínica, onde foi destacado o trabalho com o ácido hialurônico.
O ácido hialurônico é uma substância naturalmente presente no organismo humano, uma molécula de açúcar que atrai a água e pode atuar como um lubrificante. Do ácido no corpo: 56% dele está na pele, onde atua preenchendo o espaço entre as células, o que a mantém lisa, elástica e bem hidratada. Porém, com o tempo, sua concentração diminui, o que causa o aparecimento de rugas e também seu ressecamento.
Desde 1996, no entanto, começou-se a usar o ácido hialurônico animal para tratar as rugas e recuperar o antigo viço. Hoje, ele pode ser de origem animal (vindo da crista do galo) ou por biotecnologia (através da fermentação bacteriana). Independente da fonte, o ácido é submetido a uma série de procedimentos químicos visando à obtenção do produto final, o hialuronato de sódio, com a menor concentração possível de proteínas (quer sejam de origem animal ou bacteriana) ou ainda de endotoxinas bacterianas. Ao final do processo de purificação é obtido o produto final na forma de gel purificado, que pode ser aplicado diretamente na pele.

Procedimento

O ácido pode ser encontrado em forma de cremes tópicos ou injetável. No último caso, a aplicação pode ser feita por um cirurgião-dentista capacitado, conta Leandro Saavedra.
"Hoje, é uma das substâncias mais usadas em preenchimentos, pois é um implante reabsorvível, biocompatível e não há relato de hipersensibilidade. É também um dos pilares do rejuvenescimento por hidratar o local de forma intensa", finaliza o profissional.


Por: Jornal Minuano

 
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