Norberto Dutra

sexta-feira, 25 de novembro de 2016 às 16:02

Esperança utilitária ou real?

Há esperança? É o que muitos perguntam hoje, unindo-se ao coro de outros cuja expectativa está imersa no vazio. Há três níveis de esperança. Os dois primeiros são fac-símile, o terceiro é confiável. Todos nós temos um anseio interior pelo progresso, pelo sucesso e pelo cumprimento de nossos sonhos e planos mais acalentados.
Muitas pessoas que esperam ansiosas pelo melhor possuem uma disposição radiante, porém em situações adversas sentem a necessidade imperiosa de pedir ajuda do Senhor para resolver as coisas de acordo com a pressuposição delas. Mas é quando ele não satisfaz as nossas expectativas, que somos abençoados com a "crise de desejar Deus verdadeiramente".
A transição turbulenta de uma esperança "utilitária" para a esperança real é a história da vida de Jeremias. Ele é conhecido como o "profeta chorão", o seu nome deriva da palavra "jeremiada", que significa "história de lamentos, desapontamento e desânimo" tudo isto aconteceu na vida deste homem escolhido por Deus, por causa de uma compreensão superficial da vida e do ministério de Jeremias. Na realidade, o profeta se tornaria um homem de profunda esperança. Mas ele não experimentou esse tipo de esperança de forma imediata ou com facilidade. Foi depois de aprofundar o seu relacionamento com o eterno e soberano Senhor.
Observemos a exclamação de desânimo e angústia do profeta:
"Ó esperança de Israel e Redentor seu no tempo da angústia, por que serias como estrangeiro na terra e como viajante que se desvia para passar a noite?" Jeremias 14: 8. O profeta não consegue lidar com a angústia, o sofrimento e entra em desespero, agonia e profunda ansiedade. Vejamos: "Ainda quando clamo e grito, ele não admite a minha oração. Fechou os meus caminhos com pedras lavradas, fez tortuosas as minhas veredas. Fez sê-me como urso a espreita, um leão de emboscada. Desviou os meus caminhos e me fez em pedaços; deixou-me assolado" Lamentações 3: 8-11. O desespero ainda não terminou: "Afastou a paz de minha alma esqueci-me do bem. Então, disse eu: já pereceu a minha glória, como também a minha esperança no Senhor" Lamentações 3: 18. O lamento do profeta se encontra no ponto mais alto e no limite de uma ruptura.
É interessante entender que Deus o levou ao extremo, para despertar no profeta, o desejo profundo de se relacionar de forma intensa com o criador. Vivemos em momentos de profundas mudanças, tudo isto gera em nos medo, insegurança e temor. Na próxima semana, continuaremos com este desafiante tema, que exige de todos uma reflexão cuidadosa e muito sincera.
Obrigado pela agradável companhia da sua leitura. Oro ao Senhor da minha vida para que as bênçãos do Altíssimo estejam com todos vocês. Amém!


Por: Norberto Dutra

 
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