Dilce H. dos Santos

segunda-feira, 21 de novembro de 2016 às 17:11

Quando olhamos para fora, quando olhamos para dentro

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"Sua visão se tornará clara somente quando
você olhar para dentro do seu coração.
Quem olha para fora, sonha.
Quem olha para dentro, acorda."
Carl Gustav Jung*

Olhando para fora:
- Percebemos o movimento.
- Somos pressionados pelas necessidades e expectativas alheias.
- Temos a ansiedade em corresponder.
- Confundimos quem somos com aquilo que os outros enxergam quando nos veem.
- Impomos nossos sonhos e expectativas aos outros.
- Projetamos nossos defeitos e sombras nas pessoas que nos cercam.
- Desejamos que a felicidade chegue até nós a partir das ações externas, queremos ser salvos por alguém que nos ame.

Olhando para dentro:
- Descobrimos que há outro mundo, outra lógica, outro tempo que guia e norteia todas nossas ações, reações e sentimentos e este mundo não está fora e sim dentro de cada um.
- Temos a oportunidade de diferenciar movimento de ação, agitação de atitude, tomada de decisão.
- Conseguimos perceber nossos reais propósitos como indivíduos, assim valorizando o propósito alheio sem que este seja um imperativo. Agradar não é mais uma questão vital.
- Passamos a ter uma noção a respeito do quanto atitudes e papéis sociais são parte do que somos, mas não o todo. A totalidade de um ser envolve um universo profundo e oculto. Ninguém é apenas a máscara que usa. Somos ela e muito além dela.
- Ao olharmos para dentro, ganhamos a chance de ver com mais nitidez o contorno de nossos anseios verdadeiros e a responsabilidade inalienável de tentar realizá-los. Além disso, podemos nos confrontar com a inutilidade em continuar repassando esse compromisso àqueles que amamos.
- Olhar para fora nos distrai, para dentro nos hipnotiza ou paralisa. Equilibrar essas forças ou tentar fazer este exercício de equidade e malabarismo - um olho no peixe e outro no gato - nos faz mais humanos, mais conscientes, seres menos mimados e mais capazes de respeitar a si mesmo, o outro e a finitude da vida.

*O autor da frase de abertura desta coluna é o criador da psicologia analítica ou psicologia profunda.


Por: Dilce Helena dos Santos

 
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