Dilce H. dos Santos

segunda-feira, 14 de novembro de 2016 às 18:26

As palavrinhas mágicas também operam milagres para os adultos

"Por favor", "Obrigado", Com licença", "Desculpe", "Perdão", " Bom dia", "Boa tarde" e "Boa noite".
Essas expressões são passadas para as crianças em livros infantis, histórias, vivências e aprendizado nas escolas da educação infantil, reforçadas por pais e mães atentos que querem seus filhos formados por valores de boa educação e civilidade. Não há dúvida disso.
Agora pergunto quantos adultos conhecemos que vivem sob o limite das regras da boa convivência ou educação que se tenta passar às crianças? Sabemos que não é bem assim. Em algum momento da vida, há tanta inversão nesses mesmos valores, que alguns sentem vergonha em utilizar essas expressões, embora seja óbvio o benefício que isso traria para todos.
Quem realmente aplica o por favor ao fazer uma solicitação banal no seu dia a dia?
Quem de nós agradece por cada gesto comum que teve origem na atenção ou trabalho de outra pessoa?
Quem pede licença para interferir num assunto que não é seu? Quem pede licença para publicar a foto de um amigo ou conhecido nas redes sociais?
Quem pede desculpas, perdão, admitindo que errou e se arrepende de um gesto impensado, impulsivo ou que simplesmente magoou alguém?
Quem oferece bom dia, boa tarde e boa noite a estranhos carrancudos ou não?
É fácil ser gentil quando sabemos que estamos sendo filmados. É muito natural e não exige esforço algum ser amável com quem também é.
Quero ver ser assim no aperto, na pressa e na irritação estressante do dia a dia.
As crianças aprendem e desenvolvem os hábitos que presenciam os adultos a sua volta praticando e não apenas aquilo que ouvem estes mesmos adultos pregando que elas precisam fazer.
Por favor, obrigada, licença, perdão e bom dia não são coisas simplórias! Entram nesta categoria por pessoas que não refletem nem aprofundam o quanto conviver pode transformar para melhor ou para pior de acordo com as atitudes escolhidas. Além disso, são matrizes básicas do viver em comunidade para seres em formação. Um adulto que pensou sobre elas e as vivenciou já as teria aprofundado e desenvolvido de modo mais sofisticado, chegando a modelos mais elevados de convivência ética, política, moral e ambiental.


Por: Dilce Helena dos Santos

 
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