Norberto Dutra

sábado, 12 de novembro de 2016 às 0:00

Jesus nas sinagogas e as multidões (parte dois)

No artigo anterior, fizemos menção da visita de Jesus numa sinagoga, onde pessoalmente, abriu as escrituras que declaravam que no tempo determinado pelo criador viria o Messias e cheio da presença do Altíssimo faria maravilhas em favor dos oprimidos do povo. O fato de Jesus ler os pergaminhos tinha deixado a todos em alerta.  Depois que fechou o livro, passou a lhes dizer: "Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir" Lucas 4: 21.
Quando os líderes das sinagogas ouviram as palavras de Jesus em relação a que, Ele era o Messias se enfureceram, veja o que nos diz o texto Sagrado: "Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira. E, levantando-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até o cimo do monte sobre o qual estava edificada, para, de lá, o precipitarem abaixo. Jesus, porém, passando por entre eles, retirou-se." Lucas 4: 28.
O conflito começara nesse instante e continuariam até a morte de Jesus na cruz, pois desde o começo da sua vida pública encontrou oposição por parte da casta sacerdotal e os fariseus, bem como outros líderes religiosos. É interessante destacar que no Evangelho de Marcos se relata um incidente de confronto entre Jesus e os escribas, que se origina por um procedimento, que Jesus realiza, que de acordo com a interpretação dos líderes da época se tratava de uma blasfêmia. Vejamos a história:

"Dias depois, entrou Jesus de novo em Cafarnaum e logo correu que ele estava em casa. Muitos afluíram para ali, tantos que nem mesmo junto à porta eles achavam lugar; e anunciava-lhes a palavra. Alguns foram ter com ele, conduzindo um paralítico, levado por quatro homens. E, não podendo se aproximar dele, por causa da multidão, descobriram o eirado no ponto correspondente ao em que ele estava e fazendo uma abertura, baixaram o leito em que jazia o doente. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados. Mas alguns dos escribas estavam assentados ali e arrazoavam em seu coração: Por que fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um que é Deus? Marcos 2: 1-7.

É verdade que nas Escrituras a remissão dos pecados é considerada uma prerrogativa do Senhor Deus. "Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro." Isaías 43: Porém tinha começado um novo tempo, onde o próprio Deus se fez carne em seu filho Jesus Cristo. "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai." João 1: 14. Os escribas, não tinham entendido as profecias, que anunciavam a vinda do Messias (enviado de Deus) que estava diante deles, e portanto tinha autoridade divina para perdoar pecados.
Na próxima semana, continuaremos com este emocionante tema, que trata de Jesus com as multidões e os seus inimigos, líderes religiosos da época. Deus vos abençoe grandemente. Amém!


Por: Pastor Norberto Dutra

 
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