Saúde

segunda-feira, 7 de novembro de 2016 às 0:00

Novembro Azul: conscientização para saúde do homem

Desde o dia primeiro deste mês, a campanha Novembro Azul passa a ser um movimento permanente e que contempla a saúde integral do homem. Em diversas capitais e municípios do País monumentos serão iluminados para lembrar sobre a importância do cuidado com a saúde.

Novembro Azul: conscientização para saúde do homem - Créditos: Reprodução
Novembro Azul: conscientização para saúde do homemReprodução
Novembro Azul: conscientização para saúde do homem - Créditos: ReproduçãoNovembro Azul: conscientização para saúde do homem - Créditos: ReproduçãoNovembro Azul: conscientização para saúde do homem - Créditos: Reprodução

Novembro Azul: conscientização para saúde do homem

Desde o dia primeiro deste mês, a campanha Novembro Azul passa a ser um movimento permanente e que contempla a saúde integral do homem. Em diversas capitais e municípios do País monumentos serão iluminados para lembrar sobre a importância do cuidado com a  saúde.
Criada em 2011, a campanha, originalmente, visa orientar a população masculina sobre o câncer de próstata. A doença figura como o segundo tipo de câncer mais comum entre homens, com mais de 13 mil mortes anuais - uma a cada 40 minutos. Mais de 61 mil novos casos devem ser registrados no País, em 2016, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Durante todo o mês de novembro, serão realizadas atividades de orientação sobre o câncer de próstata, a saúde do homem e ações para estimular a atividade física.
Um dos destaques da programação deste ano, no Novembro Azul, é o segundo Fórum Ser Homem no Brasil, marcado para hoje. Com apoio do Senado Federal, o evento vai reunir profissionais de saúde, parlamentares, governantes, representantes do Ministério da Saúde e população em geral para debater a prevenção e o combate ao câncer de próstata e outros tipos de câncer, como de pênis e testículo.
Nas redes sociais, a campanha vai tratar da saúde integral do homem e usará as hashtags: #novembroazul , #denovembroanovembroazul , #menospreconceito e #maisvida.
Nesta edição, o médico urologista Carlos Augusto Gomes Bispo irá destacar números e prevenção.

Cuidados integrais para os homens
O câncer de próstata (CaP) é a neoplasia sólida mais comum e a segunda maior causa de óbito oncológico no sexo masculino. Dados do Inca preveem para o ano de 2016, no Brasil, 61 200 novos casos, sendo o tipo de câncer mais incidente nos homens (com exceção do câncer de pele não melanoma) em todas as regiões brasileiras, com 28,6% dos casos. Estima-se que quase 25% dos portadores da doença na próstata ainda morrem.
O urologista Carlos Gomes Bispo ressalta que, atualmente, cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata ainda são diagnosticados em estágios avançados, embora um declínio importante tenha ocorrido nas últimas décadas em decorrência, principalmente, de políticas de rastreamento da doença e maior conscientização da população masculina.
"O rastreamento universal de toda população masculina (sem considerar idade, raça e história familiar) não parece ser a melhor abordagem. Apesar de associado ao diagnóstico precoce e diminuição da mortalidade, pode trazer malefícios a muitos homens. Individualizar a abordagem é fundamental neste sentido", informa o médico.
Parâmetros clínicos e laboratoriais podem ajudar na identificação de pacientes com alto risco de desenvolverem a doença de uma forma mais agressiva, individualizando a indicação e frequência do rastreamento, completa o especialista. "Entre diversos fatores, a idade, a raça e a história familiar se apresentam como os mais importantes", acrescenta Bispo.
O profissional alerta que é importante a prevenção quando o estágio da doença é de baixo risco.  "Esta abordagem consiste em avaliações periódicas por meio de toque retal e dosagem do PSA, reservando-se a ressonância magnética da pelve e biópsia prostática para ser realizada em intervalos variados. O tratamento definitivo deve ser indicado caso seja identificada progressão da doença em pacientes com expectativa de vida superior a 10 anos, poupando pacientes com tumores indolentes das consequências do tratamento", garante o médico.
Estudos demonstram que após a recomendação, nos EUA, da U.S. Preventive Services Task Force (2011) contra o rastreamento houve um aumento de 3% ao ano no diagnóstico de tumores de risco intermediário e alto risco, complementa o urologista. "Outra publicação recente mostrou redução no número de diagnósticos de tumores agressivos, o que cria preocupação de que o diagnóstico tardio em casos de câncer de próstata de alto risco possa acarretar um maior impacto para a saúde pública e resultados oncológicos no futuro", ressalta o profissional.
A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que os homens, a partir de 50 anos, devem procurar um profissional especializado para avaliação individualizada. Aqueles da raça negra ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata devem começar aos 45 anos. O rastreamento deverá ser realizado após ampla discussão de riscos e potenciais benefícios. "Após os 75 anos, poderá ser realizado para aqueles com expectativa de vida acima de 10 anos", esclarece o urologista.

PNSH busca qualificar a saúde da população masculina
Qualificar a saúde da população masculina na faixa etária entre 20 e 59 anos, oferecendo diagnóstico precoce e prevenção de doenças cardiovasculares, cânceres e outras, como diabetes e hipertensão, beneficiando 55 milhões de homens (27% da população total e 55% da população masculina). Essa é a principal diretriz da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNSH).
A coordenação nacional de Saúde do Homem do Ministério da Saúde informa que o objetivo da PNSH é facilitar e ampliar o acesso com qualidade da população masculina às ações e aos serviços de assistência integral à saúde, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A implantação da política contribuirá para a redução da morbidade, da mortalidade e vai melhorar as condições de saúde desta parcela da população.
A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem trabalha com cinco eixos prioritários: acesso e acolhimento, paternidade e cuidado, doenças prevalentes na população masculina, prevenção de violência e acidentes, saúde sexual e reprodutiva.
Os homens vivem, em média, sete anos e meio a menos que as mulheres. As principais causas de mortalidade masculina entre 20 e 59 anos são as causas externas, como agressões e acidentes de veículos, que correspondem a 89.528 óbitos (36,4%). Em seguida, vêm as doenças do aparelho circulatório - infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca - que correspondem a 43.518 óbitos (17,7%); neoplasias (brônquios e pulmões, estômago), que correspondem a 29.274 óbitos (11,9%) e doenças do aparelho respiratório (12.388 óbitos ou 5%).


Por: Jornal Minuano

 
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