Dilce H. dos Santos

terça-feira, 1 de novembro de 2016 às 0:00

Preparando-se emocionalmente para o Enem

Existe muita crítica sobre as provas do ENEM, sobre o quanto avalia, se valeria mesmo como critério avaliativo para ingresso na universidade ou ainda se a unificação de suas exigências seria algo justo para um país com tantas diferenças regionais, sociais e culturais. Pois bem, concordando ou não, querendo ou não, ele é o imperativo para a maioria das pessoas que estão rumo ao Ensino Superior. Portanto, vale a pena engolir o choro ou o protesto e se preparar o melhor possível.
A primeira preparação é a mais lenta e difícil, não há receita pronta, é estudar. É preparar-se por meses ou anos e revisar, estudar, revisar novamente e fazer exercícios. Não há o que inventar. Pode-se desenvolver a melhor forma de estudar, mas sem essa etapa não há sucesso.
Porém, há quem estude muito, domine a maior parte do conteúdo e mesmo assim não apronta-se para a situação de teste, pois todas as variáveis sobre o que pode dar errado ficam girando em sua mente. Aqui vão algumas dicas para driblar o negativismo e estar mais capacitado a tirar o máximo proveito de todo o conhecimento acumulado durante os anos escolares e torná-lo disponível à memória na hora dos testes.
Simule as provas, não apenas os exercícios, mas sobretudo o tempo de duração delas. Algumas pessoas tem um resultado ruim simplesmente porque não estão física nem emocionalmente treinadas a ficar por horas consecutivas concentradas em atividade intelectual. Apenas não aguentam. O Enem também é um teste físico!
Faça exercícios de memória, não somente os relacionados aos conteúdos, mas de modo geral, o que leu ou comeu ontem, anteontem, semana passada, lembrar seus sonhos ao acordar, ao encontrar um amigo lembrar sobre o que conversaram no último encontro.
Mantenha seu corpo em forma, bem alimentado e hidratado.
Direcione o foco de seu pensamento para o que deseja, não fuja dos pensamentos de medo e insegurança, apenas os redirecione para o que almeja. Não se trata de superstição, e sim de não desgastar sua energia vital com o temor, que rouba autoconfiança e estímulo.
Converse sobre seus planos, seus receios e inseguranças, sobre as provas e demais detalhes que envolvem o exame. Fale com pessoas que como você farão a prova este ano; troque informações.
Sobre os estudos em si, estamos na reta final. É melhor concentrar a atenção em pontos que merecem revisão ou apenas a solução de dúvidas. Ler e escrever sobre o que lê é sempre um treino geral, tanto para o desenvolvimento do raciocínio lógico como da memória e capacidade de argumentação.
Confie em si mesmo e na superação de dificuldades. Se não conseguir desta vez, acredite no aprendizado que a prova trouxer, sempre há!  Uma situação de teste é a possibilidade de vencer apenas a si mesmo, é sempre uma forma de autoconhecimento sobre pontos fortes e fracos. Lembre-se, a prova é importante para a sua vida, não uma questão de vida ou morte! Sempre tem o próximo ano.


Por: Dilce Helena dos santos

 
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