Forte de Santa Tecla

sábado, 15 de outubro de 2016 às 0:00

Projeto do Parque Forte de Santa Tecla resgata origens históricas do município

No contexto da invasão espanhola, o Forte de Santa Tecla foi construído, em 1774, para abrigar os espanhóis durante as batalhas. Além disso, os combatentes necessitavam de um local seguro para controlar o trânsito das tropas que cruzavam a região e criar estratégias para derrotar os portugueses.

Projeto do Parque Forte de Santa Tecla resgata origens históricas do município

Por Cecília Ferreira*
Estudante de Jornalismo da Urcamp*

No contexto da invasão espanhola, o Forte de Santa Tecla foi construído, em 1774, para abrigar os espanhóis durante as batalhas. Além disso, os combatentes necessitavam de um local seguro para controlar o trânsito das tropas que cruzavam a região e criar estratégias para derrotar os portugueses.
Em 1776, o Forte de Santa Tecla foi cercado e arrasado pelos portugueses, comandados pelo sargento-mór Rafael Pinto Bandeira. Reconstruído, em 1778, pelos espanhóis, foi novamente tomado e destruído pelas tropas portuguesas, lideradas por Patrício Corrêa da Câmara, em 1801. Hoje, restam vestígios das antigas fundações em pedra, localizadas num parque com 26 hectares, que foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1970.
A Prefeitura de Bagé, por meio da Secretaria de Coordenação e Planejamento (Scoplan), tendo como responsável a arquiteta Joelma Silveira, elaborou um projeto para construir no local o Parque do Forte Santa Tecla. A iniciativa conta com as parcerias do Iphan, instituições privadas e comunidade em geral.
O projeto objetiva revitalizar a área do Forte, aproveitando as construções existentes, agregando novos espaços com vistas à sustentabilidade do mesmo; Transferir o acervo existente do Forte Santa Tecla, localizado atualmente no Museu Dom Diogo de Souza, ao seu local de origem; Promover pesquisas nas áreas de história, biologia, turismo, geologia, arqueologia, arquitetura, engenharia, geografia e comunicação, desenvolvidas junto a universidades locais, além de promover o turismo cultural receptivo na região turística do pampa gaúcho junto aos empresários e entidades locais.
De acordo com Joelma, o projeto é de grande contribuição, pois o Forte Santa Tecla é uma das três estruturas remanescentes existentes no estado do Rio Grande do Sul. "Seu entorno imediato é dotado de grande potencial turístico cultural. É de grande relevância histórica e geográfica por ser um sítio arqueológico e por estar localizado em uma região de fronteira", explicou.
O projeto está subdividido em duas zonas: de preservação e pública. A zona de preservação consiste na área do sítio arqueológico do Forte e seu entorno, garantindo a proteção da área para futuras escavações arqueológicas. Já a zona pública está subdividida nas seguintes áreas: a de acesso, que é o espaço composto por um pórtico, guarita, estacionamento, um alojamento para pesquisadores, casa para o caseiro, uma midiateca (espaço interativo e administrativo) e loja para venda de souvenires; a área de lazer, que contará com recreação infantil, tenda móvel, anfiteatro ao ar livre, sanitários, quiosques e o novo memorial, criado para abrigar a maquete do forte e o acervo existente, assim como, um elevador panorâmico. E, por fim, a área de camping, composta por estacionamento, terrenos com demarcação para acampamento, iluminação e sanitários com chuveiros e lavanderia.


Por: Cecília Ferreira

 
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