Forte de Santa Tecla

sábado, 15 de outubro de 2016 às 0:00

Processo de Tombamento

O Forte de Santa Tecla, construído em 1774, para ser um posto avançado na estância de São Miguel das Missões, é o segundo bem tombado em Bagé pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1970, sendo que a abertura do processo ocorreu em 1948. Mas o que significa tombar um bem?

Processo de Tombamento

*Tainá Alves da Rosa
*Acadêmica do curso de História da Urcamp


O Forte de Santa Tecla, construído em 1774, para ser um posto avançado na estância de São Miguel das Missões, é o segundo bem tombado em Bagé pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1970, sendo que a abertura do processo ocorreu em 1948. Mas o que significa tombar um bem?
A palavra tombamento é de origem portuguesa e o seu significado é de registrar o patrimônio de alguém em livros específicos de um órgão de estado. Em outras palavras, é registrar algo de valor que compõe a identidade de uma comunidade, que passa a ser protegido por legislação específica. O tombamento pode ser feito pelo (Iphan), órgão do governo federal, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae) ou pelas administrações municipais. Ou, quando de maior amplitude, o bem pode se tornar patrimônio da humanidade sendo tombado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
O processo de tombamento de um bem cultural ou natural pode ser solicitado por qualquer pessoa, por uma organização não governamental, por representante de órgão público ou privado, por um abaixo assinado ou ainda por iniciativa da coordenadoria do patrimônio cultural. Preservar um patrimônio cultural ou natural através do processo de tombamento é valorizar a evidência histórica de uma comunidade e, através desse ato, manter sua memória.
Isso foi o que ocorreu com o Forte de Santa Tecla, no qual o arqueólogo Fernando La Salvia, da Universidade de Caxias do Sul, com o historiador Francisco Riopardense de Macedo, realizou escavações nas fundações do Forte, encontrando registros históricos que contam a história da comunidade local e comprovaram a importância dessas ruínas. E tudo que foi encontrado hoje faz parte do acervo do Museu Dom Diogo de Souza.
A importância do Forte está muito além da sua representação física, ele agrega valores e representações simbólicas que compõem a nossa identidade. Daí a relevância do projeto de revitalização do Forte de Santa Tecla.


Por: Tainá Alves da Rosa

 
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