Raquel B. Garcia

quarta-feira, 20 de julho de 2016 às 17:51

Autoavaliação? Fidedignidade relativa...

Muitas são as ferramentas de avaliação individual de desemepnho que contemplam como a única modalidade ou uma das demais, a autoavaliação, mas muitas também são as dúvidas a cerca da fidedignidade do processo.
Desconsiderando totalmente a má fé como fator de distorção de resultado, fica a insegurança quanto a real capacidade que um sujeito possa portar de se autoavaliar com precisão, considera-se ainda a qualidade inquestionável de muitas ferramentas de autoavaliação, onde a qualidade da resposta reside tão somente em quem a preenche.
Uma vez que um indivíduo seja uma super lotação de subjetividades, levar em conta que a autoavaliação possa ser a única ferramenta de avaliação é muito perigoso, como apenas uma das etapas de avaliação, ou exatamente para saber o que o sujeito pensa sobre si, aí sim. 
Muitas são as variáveis que podem influenciar consciente ou inconscientemente uma autoavaliação, o momento pessoal (condição financeira, saúde...), o motivo pelo qual está sendo avaliado (promoção, aumento de salário, benefícios, rotina...), a real percepção de si (autoestima, história de vida...), a relatividade dos conceitos avaliados (o que é para um, não necessariamente seja para um outro)...
É bem verdade que tem os que compactuam com a percepção que os outros tem de si, que fazem de si uma avaliação bem próxima das que os outros fazem, mas não configura a maioria dos trabalhadores, aliás, sequer a metade deles.
A grande maioria dos trabalhadores faz uma avaliação de si bem mais positiva que as avaliações externas, os indivíduos se perdoam, se relevam... mas sem estes sentimentos, apenas acham que estão certos quanto ao que pensam sobre si.
Um número bem reduzido de colaboradores se depreciam em suas avaliações, se julgando em condições mais desprivilegiadas do que as pontuadas pelos avaliadores externos.
O ser humano é fantástico, e o que parece óbvio, lógico, matemático para uns, não se apresenta tão assim para outros, e como então as pessoas terem uma percepção plena de si diante de um cenário tão complexo e ao mesmo tempo tão perfeito chamado existência.
Os conceitos, de fato, podem até serem relativos; o que é orgaização, por exemplo, para um pode não ser exatamente a mesma coisa para outro, mas as divergências entre a autoavaliação e avaliação externa vão muito além.
O componente avaliador pode fazer toda a diferença, tanto quando avalia a si, como quando avalia outro. Cuidado.
Bom trabalho e sucesso.
 


Por: Raquel Barreto Garcia

 
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