Raquel B. Garcia

quarta-feira, 13 de julho de 2016 às 15:49

Honestidade virou virtude

Falar a verdade, cumprir o combinado, não se apropriar do que não é seu... agora são virtudes que mantêm as pessoas ativas nas organizações, o que antes era natural, hoje é merecedor de reconhecimento, imagina onde tudo vai parar.
Assim como todas as competências comportamentais, a integridade não vem em drágeas, nem em gotas e nem de outra maneira, que permita que alguém que não a tenha, passe a portá-la assim, de uma hora para outra. 
Mas diferente de outras tantas, essa competência, a integridade, não pode ser contemplada num PDI - Plano de Desenvolvimento Individual, plano estabelecido para um colaborador desenvolver competências que estejam a desejar para o exercício de suas atividades.
Organização alguma se dispõe, e não pode ser julgada por isso, a ensinar integridade na mesma medida em que ensina outras competências, como concentração, iniciativa, comprometimento, criatividade... e evitar riscos virou prioridade num cenário vulnerável, imagina riscos de dentro de casa.
Colaboradores desonestos não cumprem com o princípio mínimo de manutenção da própria atividade produtiva, uma vez que prejudicando a empresa que trabalham, estarão colocando a si mesmos numa situação de instabilidade.
Muitas são as situações de avaliação dos colaboradores na rotina de uma organização, umas formais e outras nem tanto, avaliações periódicas de acompanhamento, avaliação para promoção, transferência, desenvolvimento de carreira, expansão e na hora da redução de quadro também.
Lá na lista de competências a serem avaliadas está ou a honestidade, ou a ética, ou a integridade, e todas até tem alguma diferença em sua definição, mas nas avaliações elas recebem a mesma conotação, de retidão, não fugindo da essência original.
Assim como em "quase" tudo, neste caso, a família também ocupa o espaço mais importante no desenvolvimento do caráter, mas a escola também tem participação importante na formação dos indivíduos, e bem cedo o comportamento honesto pode ir se solidificando, mas precisa de incentivos, reconhecimento e estímulos bem favoráveis a sua prática.
Se um comportamento que devia ser praticado naturalmente é agora entendido como virtude é porque os rituais mínimos de formação humana estão pecando e nestas condições, uma reflexão coletiva é a única saída, ou melhor, é a única entrada, é apenas o início de uma mudança geral.
Bom trabalho e sucesso.


Por: Raquel Barreto Garcia

 
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